Duda Salabert disse que não sabia da decisão e que a medida tem efeito oposto à proteção de transexuais.

Bianca Barreto foi condenada a dois anos de reclusão em regime semiaberto por causa de um vídeo em que fala sobre a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG).
Na gravação, a influenciadora afirmou que Duda era "um cara que diz que é uma mulher trans, mas é casado com uma mulher e tem um filho ou filha".
Ela também chegou a dizer ao longo da publicação que "homem é homem, mulher é mulher".
Após a decisão, a deputada usou suas redes sociais para dizer que não conhecia o caso e se opõe à condenação:
“Eu não conheço essa influenciadora, não tenho conhecimento dessas falas e não fui eu quem procurou a Justiça... Não comemoro a condenação. E, no fundo, acho que decisões como essa acabam produzindo um efeito contrário àquilo que pretendem proteger.”
A ação foi movida pelo Ministério Público da Bahia. A juíza Eduarda de Lima Vidal entendeu que a conduta configura transfobia e aplicou o entendimento do STF que enquadra isso na Lei do Racismo.
Na decisão, a magistrada afirmou que o uso deliberado do gênero biológico de nascimento para ridicularizar uma mulher trans "não é mero exercício de opinião".
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Durante o processo, Bianca Barreto afirmou que o vídeo fazia parte de uma crítica política e buscava orientar cristãos a votarem em candidatos com os mesmos valores. Ela também declarou que não odeia pessoas trans e nunca incentivou violência contra esse grupo.
Em nota, a defesa informou que recorrerá da decisão com base nas garantias constitucionais relacionadas à liberdade de expressão, consciência e crença:
"A assessoria jurídica de Bianca da Silva Barreto, tomou ciência da sentença proferida em primeiro grau no processo nº 8014840-84.2025.8.05.0001. A decisão será respeitada institucionalmente, mas não corresponde à compreensão jurídica da defesa acerca dos fatos e das provas constantes dos autos.
Diante disso, serão adotadas, dentro do prazo legal, todas as medidas recursais cabíveis, com o objetivo de submeter a matéria ao reexame das instâncias competentes.
A defesa permanece convicta de que o caso deve ser analisado à luz das garantias fundamentais previstas na Constituição Federal, especialmente das liberdades de expressão, consciência, crença e manifestação religiosa, cuja extensão e aplicação serão devidamente apresentadas no âmbito processual adequado.
Bianca Barreto reafirma que jamais defendeu qualquer forma de violência, perseguição ou ódio contra pessoas ou grupos sociais.
Por respeito ao Poder Judiciário e à própria estratégia processual, a defesa não antecipará publicamente os fundamentos do recurso, que serão apresentados exclusivamente nos autos. A decisão é recorrível e ainda será submetida à apreciação do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia."
Um dos primeiros experimentos sobre transição de gênero em menores foi realizado pelo médico John Money. Em 1967 um bebê recém nascido perdeu o pênis durante um procedimento de circuncisão.
Desesperados, os pais procuraram o doutor, que falou para que eles criassem a criança como se fosse uma menina.
Enquanto isso, o irmão gêmeo do bebê vivia uma infância normal, servindo como uma espécie de grupo controle para o experimento.
Durante décadas, o caso foi tratado como um grande sucesso, com base nos relatórios de John Money, no entanto, a verdade era muito diferente.
Essa história real inspirou o novo filme original da Brasil Paralelo, O menino que se chamava Brenda.
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