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Filme com “criança LGBT” pode representar o Brasil na disputa pelo Oscar

O diretor da produção afirmou que o objetivo é acabar com o tabu.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Filme com criança queer lgbt gay pode representar o brasil no Oscar
Fonte da imagem: Reprodução do filme

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16h
40m
07s

Após conquistar o Urso de Cristal de Melhor Filme no Festival de Berlim e cinco Kikitos no Festival de Gramado, o filme "Feito Pipa" pode representar o Brasil na disputa pelo Oscar de 2027. 

A produção acompanha Gugu, um menino LGBT que vive no sertão cearense ao lado da avó

Quando ela começa a apresentar sintomas de Alzheimer, o garoto tenta esconder a situação para evitar morar com o pai, estrelado por Lázaro Ramos, que não aceita seu comportamento afeminado.

A produção já aparece entre os seis finalistas da Academia Brasileira de Cinema para representar o país na premiação internacional. O escolhido será anunciado no dia 16 de setembro.

Segundo o diretor, Allan Deberton, o objetivo da produção é acabar com as restrições em tratar sobre a sexualidade de crianças

É um cinema que eu quero fazer que quer acessar o público e contar histórias importantes. Foi um projeto difícil de fazer, por muito tempo senti que o mercado ainda tratava como tabu esse tema da infância queer”.

O que significa queer? Entenda a teoria por trás da palavra

O termo que ele usa para fala sobre a tendência do personagem é queer, que significa algo como “estranho” ou “esquisito” em inglês.

Essa expressão costuma ser utilizada de maneira pejorativa para se referir a homossexuais.

No entanto, ela foi apropriada pela ideologia de gênero como qualquer pessoa que se desvie dos padrões de homens e mulheres heterossexuais.

Uma das principais correntes das teorias de gênero usa o nome de “Teoria Queer” e tem como uma de suas principais pensadoras a autora Judith Butler.

Na visão de Butler, as pessoas não expressam um gênero que já existia dentro delas, pelo contrário, aprendem padrões e comportamentos que são repetidos.

Ela compara com um ator trabalhando em uma personagem, e assim a sociedade reconhece masculino ou feminino:

A performance é importante nesse sentido porque nós efetivamente encenamos quem somos, e qualquer pessoa que estuda performance sabe que existem performances que realizamos em nossas vidas que não são mera representação, não são falsas.”

Embora frequentemente seja apresentada como a criadora da ideologia de gênero, Judith Butler rejeita essa descrição.

Segundo ela, existem muitas teorias sobre gênero e seu trabalho representa apenas uma delas.

A própria ideia de gênero tem um criador, um médico neozelandês que se chamava John Money.

Até meados do século XX, a palavra gender era usada quase exclusivamente na gramática para classificar substantivos como masculinos, femininos ou neutros.

Foi ele quem levou esse termo para a medicina. O historiador Vern Bullough explica que, em 1955, Money adotou a palavra "gênero".

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Um dos principais problemas para suas teorias dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.

O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.

Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.

A experiência é catalogada como um sucesso, mas a verdade é bem mais sombria. Cabe ao pesquisador e rival de John Money, Dr. Milton Diamond expôr o que realmente aconteceu.

Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

Clique aqui para não perder o lançamento em 2027.

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