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Pedófilos levam adolescente trans a fazer vídeo de fetiche para “ajudar movimento negro”

Criminosos chegaram a pedir vídeos sexuais para a vítima. Nome, idade e imagem não serão usados para preservar a identidade do menor.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Criança trans fala que divulgou vídeos sobre fetiche sexual para “ajudar” movimento negro
Fonte da imagem: Imagem criada por IA

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Viralizou nas redes sociais o vídeo de uma adolescente trans acusando um colega da escola de transfobia por querer se relacionar em sigilo para não perder a reputação. 

Com a visibilidade, usuários passaram a procurar mais sobre a criança e descobriram que ela gravou vídeos falando sobre conteúdos fetichistas fetichista após ser engada por pedófilos.

A adolescente contou que tratou sobre termos sexuais, acreditando que era uma forma de ajudar o movimento negro.

O caso se torna ainda mais grave, já que ela admitiu ter recebido dinheiro para fazer a divulgação do conteúdo:

O povo do Twitter acabou descobrindo os meus vídeos sobre a BNWO. Eu fui paga para fazer esses vídeos, ganhei R$20 uma vez e outra vez foi R$30. Eu entendi que era uma campanha para ajudar o movimento negro e falei ‘gente, eu preciso ajudar essas pessoas, pessoas negras precisam ser ajudadas”.

O termo citado pela adolescente é “Nova Ordem Mundial Negra” (BNWO). Esse tipo de conteúdo se baseia na dominação sexual e humilhação com base em critérios raciais.

No vídeo, ela também afirma que chegou a receber pedidos para gravar conteúdos sexuais:

Só que depois, o cara começou a falar para eu fazer uns vídeos de conteúdo de fetiche e etc. Eu falei ‘não vou fazer isso’ e depois pesquisei e descobri o que era”.

Em outro vídeo, ela volta a falar sobre o caso, afirmando que foi enganada para divulgar fetichismo:

Eu fiz o vídeo, mas eu não sabia sobre o que era, eles literalmente mentiram para mim. Eles inventaram coisas que não eram verdade e quando eu descobri parei de fazer os vídeos e acabou.”

Ela seguiu falando que cortou os laços com os responsáveis pelos vídeos e tomou providência contra eles:

Eu acho muito errado o que fizeram comigo, mas eu perdi o contato, eu bloqueei todos os números e denunciei”.

Adolescente passou por transição de gênero ainda criança

Em sua conta no instagram, a adolecente grava vídeos comentando sobre sua trajetória de vida, além de danças e fotos em eventos como a parada gay.

Durante um dos vídeos, ela chegou a falar que seu processo de transição de gênero começou 5 anos atrás.

Além disso, contou mais sobre como foi o processo para escolher o novo nome após a transição.

ONG teve participação no processo

Tudo contou com o apoio de uma organização tran cujo nome ela não revelou, o grupo a levou para o Rio de Janeiro, onde a adoção do nome foi registrada:

Eu fui até o RJ com uma ONG de pessoas trans, não vou falar o nome para vocês não fazerem nada contra a ONG. Eu fui até o RJ e fiz minha retificação”. 

A adolescente também descreveu a reação da mãe no momento, dizendo que “minha mãe também assinou o documento, ela chorou horrores”.

Outro vídeo traz a reação da mãe sobre quando ela se assumiu como trans e falou pela primeira vez em fazer a mudança de sexo.

A mulher conta que ficou surpresa e afirma que não sabia ao certo como lidar com um transsexual, mas depois se acostumou com a ideia

Eu coloquei na minha cabeça que Deus poderia ter me tirado ela, dela estar com uma doença terminal ainda criança e não, Deus deu uma oportunidade de até determinada idade ela ser meu pequenino e depois disso dela ser minha princesinha”.

Em seguida, ela afirmou que “agora eu amo ela o dobro, porque tenho que protegê-la o dobro”.

A fala seguiu criticando o que chamou de “porcaria desses transfóbicos que acham que gênero tem a ver com sexualidade”.

Para concluir, a mãe disse que defende o movimento LGBT e que “estou sempre aí para votar” a favor dessas pautas.

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Transição de gênero pode começar aos 4 anos no Brasil

Segundo uma reportagem de 2023 do G1, 380 pessoas estavam recebendo tratamento para trocar de sexo biológico no ambulatório do instituto de psiquiatria do Hospital das Clínicas de São paulo. 

Desse total, apenas 100 são maiores de 18 anos. A maioria, 180 pacientes, eram adolescentes com idades entre 13 e 17 anos.

O que mais choca é que outras 100 crianças entre 4 e 12 anos estavam nas etapas iniciais do processo

O governo brasileiro autoriza o uso de bloqueadores de hormônios para crianças nos primeiros sinais da puberdade, com aproximadamente 12 anos de idade.

Esses medicamentos impedem a ação dos hormônios sexuais, que ajudam em questões importantes nas mudanças do corpo, como o crescimento de pelos ou de seios.

A idade mínima para começar o tratamento hormonal é de 16 anos com a autorização dos pais.

Nesse processo, a pessoa trans faz uso de hormônios do sexo oposto para que seu corpo comece a mudar conforme o desejado.

Por fim, a idade para a prática de cirurgias plásticas irreversíveis, como a retirada de seios ou mudança nas genitais é de 18.

As idades para os procedimentos foram reduzidas por uma portaria do Ministério da Saúde em 2024.

Essa medida já estava prevista na resolução 2.265/2019 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece os padrões de atendimento para transgeneros.

A resolução, no entanto, destaca que o uso de medicamentos em menores de idade deve ser feito de maneira experimental, o que é desconsiderado pelo Ministério da Saúde.

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