Conselho Europeu aprova acordo com Mercosul após 25 anos de negociações
Documento promete reduzir tarifas e criar um mercado comum com 718 milhões de consumidores.
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O Conselho Europeu, um dos órgãos mais importantes da União Europeia (UE), aprovou o acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul.
A decisão foi tomada por maioria qualificada em uma reunião de embaixadores em Bruxelas, abrindo caminho para a assinatura formal do tratado.
O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação entre a UE e o Mercosul.
Caso seja aprovado, o tratado deverá reunir cerca de 718 milhões de consumidores e um PIB conjunto estimado em US$22 trilhões, equivalente a R$117,7 trilhões.
O acordo está em negociação desde 1999, ou seja, mais de 25 anos de debates e ajustes até alcançar a provisória.
Pressão de agricultores e governos europeus
O principal motivo para a demora nas negociações foi a pressão de governos europeus que temiam a concorrência com produtos sul‑americanos.
Na votação do Conselho Europeu de hoje, diversos países se opuseram à assinatura do tratado, entre eles se destacam:
- França
- Polônia
- Áustria
- Hungria
- Irlanda
Os críticos, especialmente do setor agrícola, argumentam que a entrada de produtos como carne bovina e açúcar do Mercosul poderia prejudicar produtores europeus.
Quais os próximos passos para o acordo entrar em vigor?
Com a aprovação provisória no Conselho Europeu, o acordo segue para as etapas finais.
Na próxima semana, os países do Mercosul deverão assinar o tratado formalmente durante uma reunião no Paraguai, que atualmente preside o bloco.
O passo seguinte é a ratificação no Parlamento Europeu, etapa que está prevista para acontecer até maio do ano que vem.
Uma vez que o órgão aprove o acordo, ele deverá ser votado internamente pelo legislativo dos 27 países da União Europeia.
Assim que esse processo chegar ao fim, as novas tarifas previstas no documento serão efetivas.
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