Homem usou identidade falsa e tinha mandado de prisão por descumprir regras de registro de criminosos sexuais no Reino Unido.

Foi preso na França um britânico de 39 anos que tentou organizar uma cerimônia fictícia de casamento com uma menina de 9 anos na Disneyland Paris.
O homem já era procurado no Reino Unido por violar obrigações legais ligadas ao registro de autores de crimes sexuais, no qual seu nome já constava por antecedentes envolvendo menores.
A tentativa de encenação ocorreu na madrugada de sábado (21) e custaria 130 mil euros. Segundo o Ministério Público de Meaux, o acusado usou documentos falsos para contratar o espaço e foi maquiado para alterar sua aparência.
A menina ucraniana não sofreu violência e não foi forçada a participar, segundo a promotoria.
As autoridades francesas abriram inquérito por fraude, lavagem de dinheiro, usurpação de identidade e corrupção de menores. A Disneyland afirmou ter cancelado o evento assim que identificou as irregularidades.
Entenda o caso
Os funcionários identificaram as irregularidades. Um homem e outros dois acusados foram presos logo após ocorreuos funcionários do parque terem verioficado que a noiva do evento era uma criança.
Além do suposto “noivo”, Jaskarn “Jacky” Jhaj, um britânico de 39 anos, também foram presas uma mulher letã, de 24 anos, e um homem também letão, de 55 anos e a mãe da criança, uma mulher ucraniana de 41 anos.
A cerimônia foi organizada como um evento privado e estava programada para acontecer na madrugada de sábado, fora do horário de funcionamento do parque.
Com esse objetivo, Jaskarn Jhaj desembolsou cerca de 130 mil euros — o equivalente a R$ 829 mil — para alugar o espaço e encenar o casamento. Ele contratou cerca de 100 figurantes franceses para simular os convidados e envolveu cidadãos da Letônia na organização.
A suposta noiva era uma criança ucraniana que havia chegado à França apenas dois dias antes do evento. Ela usava um vestido de noiva e sapatos de salto alto e chegava a ter diificuldade para se locomover.
Segundo as autoridades, a menina não foi forçada nem sofreu qualquer tipo de violência.
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