Um vídeo de uma mulher queimando um retrato do ditador e líder supremo do Irã, Ali Khamenei, viralizou nas redes sociais durante os protestos contra o regime islâmico no país.
A iraniana refugiada no Canadá é Melika Barahimi, 23 anos. Desde que viralizou, Melika já recebeu diversas ameaças de morte. Em entrevista à agência Lusa, concedida por meio do chat da plataforma X, ela afirmou que o gesto foi um ato político deliberado:
“Queria que fosse partilhada entre o meu povo, porque quero que saibam que ainda sou um deles, apesar de ter sido obrigada a imigrar”.
Melika conta que precisou deixar o Irã em março de 2025, após ser condenada a vários anos de prisão por críticas públicas ao líder supremo. Ela relata ter sido presa pela primeira vez aos 17 anos, durante os protestos de novembro de 2019.
Desde então, passou a viver sob vigilância. Em 2024, voltou a ser presa após comentários nas redes sociais sobre a morte do então presidente Ebrahim Raisi.
“Fui levada para interrogatório, sujeita a humilhações e abusos físicos severos”, disse, afirmando que a detenção ocorreu sem mandado judicial.
Após deixar o país, Melika se estabeleceu no Canadá com status de refugiada, mas diz temer ameaças contra familiares que permaneceram no Irã.

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