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Internacional
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Quem é a mulher queimando foto de ditador iraniano que se tornou símbolo dos protestos no país?

Diante de várias ameaças de morte, a jovem teme por sua família que reside no Irã.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
13/1/2026 15:20
Reprodução

Um vídeo de uma mulher queimando um retrato do ditador e líder supremo do Irã, Ali Khamenei, viralizou nas redes sociais durante os protestos contra o regime islâmico no país. 

A iraniana refugiada no Canadá é Melika Barahimi, 23 anos. Desde que viralizou, Melika já recebeu diversas ameaças de morte. Em entrevista à agência Lusa, concedida por meio do chat da plataforma X, ela afirmou que o gesto foi um ato político deliberado:

“Queria que fosse partilhada entre o meu povo, porque quero que saibam que ainda sou um deles, apesar de ter sido obrigada a imigrar”.

Melika conta que precisou deixar o Irã em março de 2025, após ser condenada a vários anos de prisão por críticas públicas ao líder supremo. Ela relata ter sido presa pela primeira vez aos 17 anos, durante os protestos de novembro de 2019.

Desde então, passou a viver sob vigilância. Em 2024, voltou a ser presa após comentários nas redes sociais sobre a morte do então presidente Ebrahim Raisi.

“Fui levada para interrogatório, sujeita a humilhações e abusos físicos severos”, disse, afirmando que a detenção ocorreu sem mandado judicial.

Após deixar o país, Melika se estabeleceu no Canadá com status de refugiada, mas diz temer ameaças contra familiares que permaneceram no Irã.

Qual a condenação no Irã por esse tipo de protesto?

No Irã, queimar ou atacar símbolos ligados ao líder supremo pode ser é considerado crime contra a segurança nacional. A legislação iraniana prevê punições severas para atos considerados ofensivos às autoridades religiosas, como prisão, multa ou mesmo açoites.

Em 1981, o advogado iraniano Amirsalar Davoudi foi condenado a 30 anos de prisão e 111 chicotadas por crimes como “insultar o Líder Supremo” e “espalhar propaganda contra o regime”.

O vídeo recente já inspirou outras mulheres a protestarem fazendo o mesmo. Em manifestações recentes em Londres, apoiadores também queimaram imagens do líder supremo.

Toby Melville/Reuters

A resposta do governo

Após a divulgação, a imagem passou a ser usada como avatar e material gráfico por grupos oposicionistas e defensores de direitos humanos.

O governo iraniano costuma classificar esse tipo de manifestação como “propaganda inimiga”, atribuindo a repercussão a países ocidentais.

As autoridades alertaram que atos simbólicos contra o regime continuam sendo tratados como crimes.

O vídeo de Melika lembra outros protestos na história do Irã, como os causados pela morte de Mahsa Amini.

Mulher morreu no Irã por usar véu de forma inapropriada

Mahsa Amini era uma jovem iraniana de 22 anos que morreu em 2022 num hospital em Teerã, após ser detida pela chamada “polícia da moralidade” por supostamente não usar o hijab de maneira adequada.

As autoridades negaram tortura e disseram que sua morte foi causada por um problema de saúde, afirmação que a família e organizações de direitos humanos contestaram fortemente.

A morte de Mahsa Amini desencadeou protestos massivos em todo o Irã, sob o slogan “Mulher, Vida, Liberdade”.

A onda de protestos no Irã já chegou na terceira semana. Segundo a agência de notícias da organização Human Rights Activists (HRANA), pelo menos 1.850 manifestantes foram mortos e cerca de 16.784 pessoas foram presas no país.

A Brasil Paralelo analisou os motivos e o cenário atual do Irã em meio aos protestos. Assista gratuitamente abaixo.

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