“Ainda há uma incerteza sobre o diagnóstico, e isso envolve riscos”, afirmou o responsável pela área de saúde.
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Pela primeira vez na história, a Nasa vai antecipar o retorno de uma de suas tripulações devido a um problema médico com um dos astronautas.
O anúncio do retorno dos integrantes da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) foi feito na noite de quinta-feira (8) pelo administrador da agência, Jared Isaacman.
A missão Crew-11 tem o propósito de manter a presença humana contínua na estação e dar continuidade aos experimentos científicos, testes tecnológicos e operações de manutenção conduzidos pela Nasa e seus parceiros internacionais.
A tripulação foi levada à estação por meio da cápsula Crew Dragon e impulsionada por um foguete Falcon 9, ambos da SpaceX, empresa de Elon Musk.
Em condições normais, os astronautas permanecem na ISS por períodos que variam entre seis e oito meses. Durante esse tempo, contam com equipamentos médicos básicos e medicamentos destinados a situações emergenciais específicas.
O chefe da área de saúde da Nasa, James Polk, explicou que o quadro clínico é considerado estável.
No entanto, os recursos médicos disponíveis na estação não permitem uma avaliação aprofundada o suficiente, o que motivou a decisão de antecipar o retorno.
“Como o astronauta está absolutamente estável, não se trata de uma evacuação de emergência. Não estamos trazendo a tripulação de volta imediatamente”.
“Mas ainda há uma incerteza sobre o diagnóstico, e isso envolve riscos. Nossa prioridade é sempre a saúde e o bem-estar do astronauta.”, disse Polk.
De acordo com Polk, o problema não tem qualquer relação com atividades realizadas na ISS. Ele também afirmou que não divulgará detalhes sobre o problema médico nem a identidade do astronauta envolvido, em respeito à privacidade.
A missão Crew-11, formada pelos norte-americanos Zena Cardman e Mike Fincke, o japonês Kimiya Yui e o russo Oleg Platonov, está a bordo da Estação desde agosto, com retorno à Terra inicialmente programado para maio deste ano.
Nesta quinta-feira, Fincke, comandante da estação, e Cardman, engenheira de voo, realizariam uma caminhada espacial de cerca de 6,5 horas para instalar equipamentos do lado externo da ISS. Porém, a atividade foi cancelada.
Caminhadas espaciais estão entre as tarefas mais complexas das missões orbitais e exigem meses de treinamento, além do uso de trajes volumosos e procedimentos rigorosamente coordenados.
Em 2024, a Nasa já havia cancelado uma caminhada espacial momentos antes de seu início devido a um “desconforto no traje espacial”.
Casos médicos envolvendo astronautas costumam ser tratados com máxima discrição, e a agência raramente divulga detalhes ao público.
Segundo Jared Isaacman, a próxima missão rumo à estação, a Crew-12, tem lançamento previsto para fevereiro, embora a agência avalie a possibilidade de antecipar essa data.
Até a chegada da nova tripulação, o astronauta Christopher Williams seguirá garantindo a presença americana no laboratório orbital.
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