Bolsonaro vira réu: saiba o que pensam políticos aliados e opositores
Oposição ameaça obstruir sessões da Câmara por causa do julgamento.
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Na tarde de hoje o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar se vai acatar a denúncia contra Bolsonaro e seus aliados por um suposto golpe de Estado.
O ex-presidente assistiu ao vivo à sessão da primeira turma do STF, composta por cinco ministros da Corte.
Do lado de fora, políticos tanto da oposição como aliados do governo comentaram sobre o julgamento.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) comemorou o julgamento e aproveitou a oportunidade para acusar o presidente de ser culpado pelos mortos na pandemia:
Já Sâmia Bomfim (PSOL-SP) afirmou em sua conta no X que o julgamento era importante para a Justiça Brasileira:
O líder da oposição na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL), anunciou que os aliados de Bolsonaro no Congresso vão obstruir as comissões em resposta ao julgamento:
“Essa semana, a oposição está fazendo obstrução nas comissões por conta do julgamento do presidente Bolsonaro, porque nós todos entendemos que é julgamento político e não jurídico que fere totalmente o devido processo legal brasileiro. Ele deveria estar sendo julgado na primeira instância”
Cavalcante disse que a oposição considera não obstruir os trabalhos no Congresso se a anistia para os presos nos protestos de 8 de janeiro for pautada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (REPUBLICANOS-PB):
“Ele vai chegar na terça-feira, vai reunir os líderes dos partidos que apoiam a Anistia, que até agora são nove, e com esse apoiamento desses partidos, eu estou muito confiante que no dia 3, na quinta-feira, a gente coloca na pauta para votar na semana seguinte. E assim a gente não precisa de obstrução”
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chamou o julgamento de “teatro vergonhoso” em uma série de publicações no X:
A denúncia elaborada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Bolsonaro e mais sete aliados de envolvimento em ao menos cinco crimes:
- Organização criminosa (pena de 3 a 8 anos, podendo chegar a 17 com agravantes);
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito (pena de 4 a 8 anos);
- Golpe de Estado (pena de 4 a 12 anos);
- Dano qualificado com uso de violência e grave ameaça (pena de 6 meses a 3 anos);
- Deterioração de patrimônio tombado (pena de 1 a 3 anos).
Caso sejam condenados em última instância, o ex-presidente e seus aliados podem pegar penas de até 43 anos de prisão.
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