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Internacional
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As freiras de Putin: religiosas são acusadas de trabalhar para a Rússia e se infiltrar na Suécia

Igreja Ortodoxa russa é investigada por ser usada para espionagem no ocidente.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
22/1/2026 17:12
The Telegraph

Um grupo de freiras está no centro de um esquema de infiltração e propaganda do governo russo

As irmãs andavam vestidas com véus brancos e crucifixos, vendendo artesanatos religiosos, como ícones de madeira, roupas de tricô e meias

Elas receberam autorização para montar uma banca no corredor de uma igreja em Täby, um bairro de alto padrão nos arredores de Estocolmo, na época do Natal.

Nada parecia fora do comum. O responsável pela paróquia, Michael Öjermo, disse ao The Telegraph que elas haviam sido convidadas outras vezes, inclusive antes da invasão russa da Ucrânia.

No entanto, a Igreja da Suécia emitiu um alerta oficial avisando que não se tratava de freiras comuns:

[O convento] usa sua renda para apoiar o nacionalismo russo, apoiar a agressão da Rússia contra a Ucrânia e mantém laços estreitos com a inteligência militar russa. O mosteiro afirma que os rendimentos vão para causas beneficentes. Isso não é verdade… a Igreja da Suécia aconselha a não apoiar suas atividades de nenhuma forma”.

Na verdade, o dinheiro que elas estavam conseguindo com as vendas estava indo para um convento conhecido por apoiar a invasão da Ucrânia e manter vínculos com o GRU, serviço de inteligência militar da Rússia.

Freira do Convento de Santa Elisabeth vendendo na igreja na Suécia. Imagem: The Telegraph

Freiras foram chamadas de “unidade de combate”

Elas fazem parte do Convento de Santa Elisabeth, um local ligado à igreja ortodoxa russa com sede em Minsk, Bielorrússia. 

Nas redes sociais circulam imagens das freiras em territórios ucranianos ocupados pela Rússia

Algumas delas aparecem vestidas com coletes à prova de balas, posam ao lado de soldados e exibem o símbolo “Z”, usado como emblema da invasão

Elas foram apelidadas de “freiras Z” por causa de sua simpatia e proximidade com as forças armadas russas.

Uma das irmãs segurando a bandeira russa com o emblema da invasão. Imagem: United 24.

O líder espiritual do convento, Andrey Lemeshonok, chegou a se referir às freiras como uma “unidade de combate”. 

O caso ganhou repercussão depois que reportagens da imprensa sueca e britânica revelaram que as freiras estavam presentes em até 20 igrejas.

Parte dos locais em que elas atuavam na Suécia estavam em regiões próximas a infraestruturas estratégicas, como bases militares e aeroportos.

Esse não é um caso isolado. Autoridades europeias estão cada vez mais preocupadas com a atuação das Igrejas Ortodoxas russas

Igrejas ortodoxas russas são acusadas de espionagem

A responsável pelo planejamento de crises da Igreja da Suécia, Kristina Smith, disse ao The Telegraph que lançaram um pedido para que as paróquias evitem colaborar com os ortodoxos:

Nós emitimos um alerta geral contra permitir que a Igreja Ortodoxa Russa alugue ou utilize instalações da igreja, porque observamos que os locais que eles queriam usar ficavam próximos a instalações militares.”

Um exemplo é a cidade de Västerås, cerca de 100 quilômetros a oeste de Estocolmo. Ali foi construída uma igreja ortodoxa russa a 300 metros do Aeroporto de Estocolmo–Västerås (VST).

O local guarda uma das maiores pistas do país, um alvo estratégico em situações de crise ou guerra.

Os serviços de inteligência da Suécia afirmam que a igreja pode estar sendo usada como plataforma para espionagem, como o monitoramento do aeroporto, algo que o governo russo nega.

O convento de Santa Elizabeth negou as acusações em declarações à imprensa sueca, afirmando que atua apenas em apoio a pessoas vulneráveis e necessitadas. 

Praticamente todas as igrejas que receberam as freiras, passaram a exibir símbolos de apoio à Ucrânia.

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