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Arqueólogos fazem descoberta histórica escondida no porão de um prédio

A porta do cômodo foi construída com um material que ajuda a entender a história medieval do país.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Arqueólogos no porão em que a descoberta foi feita
Fonte da imagem: Divulgação

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Durante um estudo de viabilidade, uma equipe do Escritório Estadual de Preservação de Monumentos em Stuttgart, fez uma descoberta surpreendente

Os pesquisadores analisavam as estruturas de um prédio construído em 1244, no Sul da Alemanha, quando perceberam que havia algo diferente no porão da construção.

O teto não havia sido feito apenas com vigas comuns de madeira. O formato das tábuas, as fileiras de pregos, as cavilhas de madeira e até vestígios da calafetagem chamaram a atenção dos profissionais.

Após uma análise mais detalhada, eles concluíram que a estrutura era feita da parte inteira do casco de um navio medieval.

Ao todo, foram identificadas 19 tábuas originais, formando uma estrutura de mais de 25 metros quadrados.

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Um navio reaproveitado em uma construção

O que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a forma como as madeiras foram reutilizadas.

Em vez de desmontar a embarcação para aproveitar apenas algumas tábuas, os construtores medievais preservaram praticamente uma seção inteira do casco.

As peças continuam encaixadas quase exatamente na mesma sequência em que estavam quando faziam parte do navio.

Segundo os pesquisadores, isso mostra que, na época, madeiras de boa qualidade eram reaproveitadas sempre que possível

Em vez de descartar uma embarcação antiga, os materiais ganhavam uma nova função em construções civis, economizando trabalho e aproveitando recursos ainda úteis.

Os pesquisadores encontraram sinais de que o navio passou por diversos reparos durante sua vida útil. Pelo menos quatro consertos diferentes foram identificados nas tábuas.

Esses detalhes ajudam os especialistas a entender não apenas como os navios eram construídos, mas também como eram mantidos e consertados ao longo dos anos.

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Tábuas ajudam a conservar a história

A descoberta tem um fato raro para os arqueólogos. Grande parte dos navios medievais encontrados na região permanece submersa, o que torna as pesquisas mais difíceis.

Neste caso, porém, a madeira está preservada em um ambiente seco. Isso permite que os pesquisadores observem diretamente cada detalhe do casco e façam medições precisas sem dificuldades em trabalhar debaixo d'água.

Em agosto de 2026, a equipe realizou um novo levantamento da estrutura. Centenas de fotografias digitais foram utilizadas para criar um modelo tridimensional do casco.

A réplica foi feita por meio da técnica conhecida como estrutura a partir do movimento, que permite reconstruir objetos em 3D a partir de imagens.

Além disso, os pesquisadores coletaram amostras da madeira para análises de dendrocronologia, método que estuda os anéis de crescimento das árvores para determinar quando a madeira foi cortada.

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