Construção era considerada a segunda mais alta feita pelo homem na antiguidade, mas foi perdida no mar.

Há séculos, uma das construções mais espetaculares já feitas pela humanidade permanece oculta.
O Farol de Alexandria, construído entre 280 e 247 a.C., está submerso nas águas do porto de uma das cidades mais famosas do Egito.
Considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, o monumento guiou navegadores por mais de mil anos e agora começa a ter novamente parte de sua história revelada.
Em julho de 2025, arqueólogos retiraram do fundo do Mar Mediterrâneo 22 blocos originais da estrutura.
As peças, feitas de granito e pedra calcária, pesam entre 70 e 80 toneladas e faziam parte da entrada monumental do farol.
Entre elas estão lintéis, colunas, lajes e até um fragmento de um pórtico egípcio do período helenístico, um elemento arquitetônico até então desconhecido pelos pesquisadores.
Erguido na ilha de Faros durante o governo de Ptolomeu I, o farol alcançava entre 120 e 137 metros de altura.
É considerado a segunda maior construção feita pelo homem na Antiguidade, atrás apenas das pirâmides de Gizé.
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Além de orientar embarcações que chegavam a um dos portos mais movimentados do mundo antigo, a construção foi um símbolo do poder e desenvolvimento de Alexandria.
A estrutura permaneceu de pé por mais de mil anos, até ser atingida por uma sequência de terremotos entre os séculos IX e XIV.
O mais devastador ocorreu em 1303 e provocou o colapso definitivo do monumento. Parte das pedras afundou no Mediterrâneo, enquanto outras foram reaproveitadas na Fortaleza de Qaitbay.
Os blocos recuperados passam agora por um processo de escaneamento em alta resolução por meio da fotogrametria 3D.
O objetivo do Projeto PHAROS é criar uma reconstrução digital completa do farol, reunindo mais de 100 fragmentos já digitalizados na última década.
Após esse processo, as peças serão devolvidas ao fundo do mar para preservar o sítio arqueológico em seu local original.
Segundo os pesquisadores, reconstruir fisicamente o monumento é inviável, já que seus fragmentos estão espalhados pelo porto.
A réplica digital permitirá que visitantes percorram virtualmente uma das maiores obras da Antiguidade, preservando sua história com a ajuda da tecnologia moderna.