Estátua encontrada no Egito ajuda a dar um contexto sobre o livro de Êxodo.

Uma das histórias mais conhecidas do Antigo Testamento é a fuga do povo judeu do Egito sob a liderança de Moisés.
O profeta libertou os hebreus da escravidão com a ajuda de Deus, que lançou suas pragas sobre o império e os guiou durante uma travessia de 40 anos no deserto.
Agora, arqueólogos encontraram evidências que ajudam a iluminar o contexto histórico dessa narrativa e a verificar parte dos fatos descritos nas Escrituras.
Trata-se de um fragmento de estátua atribuído ao faraó Ramsés II, com cerca de 2,2 metros de altura e peso estimado entre cinco e seis toneladas.
A descoberta foi feita no sítio arqueológico de Tell el-Faraoun, na governadoria de Sharqia, região do Delta do Nilo.
A região passava por escavações conduzidas por uma missão do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.
A peça encontrada corresponde à parte superior de uma estátua colossal, com cabeça e tronco preservados. Faltam as pernas e a base do monumento.
Mesmo incompleta, a estátua provavelmente representa Ramsés II, um dos faraós mais poderosos do Egito Antigo, frequentemente associados ao livro do Êxodo.
A importância do achado está menos na possibilidade de provar a Bíblia de forma direta e mais na capacidade de oferecer um contexto histórico para a narrativa.
Ramsés II governou entre 1279 e 1213 a.C. e foi um dos grandes construtores do Egito.
Seu nome costuma aparecer nas discussões sobre o Êxodo porque a Bíblia menciona a cidade de Pi-Ramesses como uma das localidades ligadas ao trabalho forçado.
Como essa cidade foi fundada por Ramsés II, muitos estudiosos passaram a associá-lo à tradição religiosa.
É importante destacar que o texto bíblico não cita o nome do faraó, por isso não existe comprovação de que o faraó tenha sido o governante do Êxodo.
Depois de ser encontrada, a estátua foi retirada do local e levada para o depósito do museu na área de San El-Hagar.
Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, o objetivo é iniciar trabalhos urgentes e precisos de restauração, seguindo os padrões científicos usados na conservação de antiguidades.
Isso é especialmente importante porque o fragmento está em estado relativamente frágil e pode oferecer novas informações à medida que for limpo, estabilizado e estudado com mais profundidade.
Em arqueologia, a escavação é apenas o começo. Depois do resgate, começa uma etapa importante que envolve:
a análise do material;
a comparação com outras peças;
a reconstituição de sua origem;
o estudo de seu papel dentro do local em que foi achado