Decisão declara trânsito em julgado após a defesa não apresentar novos recursos.

O Supremo Tribunal Federal confirmou nesta terça-feira (25) o trânsito em julgado da ação que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por supostamente liderar uma tentativa de golpe após as eleições de 2022.
A decisão foi tomada porque o prazo para novos recursos terminou e a defesa não apresentou nenhum. Com isso, não há mais possibilidade de recorrer. Bolsonaro continuará preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está desde sábado (22).
O ministro Alexandre de Moraes declarou que, sem a apresentação de novos embargos e sem votos absolutórios suficientes, a ação penal está concluída. Em sua decisão, afirmou:
“DECLARO O TRÂNSITO EM JULGADO DA AÇÃO PENAL, independentemente da publicação do acórdão.”
Moraes afirma que não há previsão legal para novos recursos. A defesa de Bolsonaro pode tentar apresentar embargos infringentes até sexta-feira (28), mas o ministro registrou sua inadmissibilidade.
Bolsonaro já estava detido na PF desde sábado, após o ministro apontar risco de fuga, inclusive a possibilidade de buscar refúgio na Embaixada dos Estados Unidos e a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, registrada naquele mesmo dia.
A Primeira Turma do STF referendou a decisão de Moraes na segunda-feira (24), com votos favoráveis de Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
O STF também concluiu o processo de outros réus considerados parte do “núcleo 1” da suposta tentativa de golpe:
Com a conclusão do processo, caberá agora a Alexandre de Moraes decidir quando começa a execução das penas de cada réu.
Bolsonaro foi preso preventivamente no último sábado (22). Segundo a decisão, havia risco de fuga devido a uma vigília convocada por apoiadores, operação que, segundo Moraes, poderia dificultar a fiscalização das medidas cautelares.
A PF também registrou tentativa de violação da tornozeleira eletrônica por meio de um equipamento de solda.
O ex-presidente permanece em uma sala especial na Superintendência da PF, em Brasília.
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