Rapper lançou álbum gospel dedicado à mãe e passou a atuar como mentor e mediador em comunidades vulneráveis.

Conhecido mundialmente por uma carreira marcada pelo rap e por letras associadas à vida nas ruas, o rapper Snoop Dogg chamou a atenção por uma mudança de postura e discurso.
O artista passou a se declarar um cristão “renascido” e, desde então, vem adotando mensagens ligadas à fé.
Em 2025, essa virada espiritual ganhou destaque com o lançamento do álbum Altar Call, um projeto gospel apresentado por Snoop Dogg. O disco foi lançado em abril e é dedicado à mãe do artista, Beverly Tate, que morreu em 2021.
O álbum reúne 21 faixas e conta com participações de nomes como o ator Jamie Foxx e do Death Row Mass Choir. As músicas abordam temas como perdão, esperança, cura emocional e reconexão com Deus.
Segundo Snoop Dogg, a obra reflete a influência religiosa da mãe, que atuou por anos como líder de coral em uma igreja.
Apesar da nova fase espiritual, o rapper não rompe completamente com sua identidade. Elementos de sua trajetória continuam presentes, agora voltados ao impacto social.
Atualmente, Snoop Dogg também atua como mediador de conflitos comunitários e mentor de jovens.
Ele utiliza a própria experiência de vida como ferramenta de orientação e pacificação em comunidades vulneráveis, buscando transformar vivências marcadas pela violência em exemplos de reconstrução pessoal.
Essa não é a primeira aproximação do artista com o gospel. Em março de 2018, Snoop lançou Bible of Love, seu primeiro álbum do gênero. O projeto duplo, com 32 faixas, marcou oficialmente sua entrada na música cristã.
Na época, o trabalho alcançou o topo da parada Billboard Top Gospel Albums, consolidando sua aproximação com temas espirituais e religiosos.
Com Altar Call, Snoop Dogg dá continuidade a esse caminho. O álbum reafirma publicamente sua fé e utiliza a música como plataforma para mensagens de reconciliação, amor e mudança de comportamento.
Segundo o próprio artista, trata-se também de uma forma de honrar a memória da mãe e de redirecionar uma trajetória antes associada à violência e às drogas.
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