O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi acusado de matar a esposa, Gisele Alves Santana, em um crime que chocou o Brasil.

Enquanto o processo corre na Justiça, a Polícia Militar de São Paulo publicou um despacho oficializando a transferência de Geraldo Alves Rosa Neto para a reserva.
Ele já tinha direito a se aposentar com o salário integral por causa de “critérios proporcionais de idade”.
Anteriormente já havia sido publicada uma portaria da Diretoria de Pessoal da corporação. O pedido de aposentadoria partiu do próprio oficial.
De acordo com as regras da polícia militar, o benefício é garantido mesmo diante da acusação criminal.
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Apesar da aposentadoria, o processo disciplinar contra o tenente-coronel segue em andamento.
A Secretaria de Segurança Pública informou que foi instaurado um conselho de justificação, que pode resultar na perda do posto e da patente.
Se for expulso da corporação, ele pode perder a aposentadoria integral por tempo de serviço.
Nesse caso, o benefício seria recalculado e a remuneração poderia cair para R$ 8.475,55, valor do teto previdenciário do regime comum.
O caso segue sob investigação. O inquérito policial militar está em fase final e será encaminhado ao Judiciário.
Paralelamente, a investigação da Polícia Civil já foi concluída, com denúncia por feminicídio e fraude processual.
Geraldo Neto foi preso preventivamente no dia 18 de março. Ele é acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, no apartamento onde o casal vivia, no Brás, região central de São Paulo.
Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, versão apresentada pelo próprio tenente-coronel.
Com o avanço das investigações, laudos periciais e análise de mensagens indicaram inconsistências nessa versão.
Segundo o Ministério Público, há elementos que apontam para homicídio e tentativa de manipulação da cena do crime.
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