No mesmo período, o Brasil registrou a menor taxa de homicídio desde de 1998, é o que mostra o Atlas da Violência 2026.

Nos últimos 10 anos, é possível observar uma redução de mais de 30% na taxa de homicídios, mesmo quando inclui os “homicídios ocultos”.
“Homicídios ocultos” são mortes violentas que foram registradas, no início, sem que se soubesse exatamente o que aconteceu.
Como não estava claro se a pessoa havia sido assassinada, essas mortes entraram nas estatísticas como casos de causa indeterminada.
Depois, pesquisadores analisam os dados e calculam quantas delas provavelmente foram, na verdade, homicídios que não apareceram corretamente nos registros oficiais.
Em 2024, aumentou muito o número de mortes que provavelmente foram homicídios, mas não foram registradas dessa forma.
Esses casos passaram de 3.755, em 2023, para 7.083, em 2024, um crescimento de quase 89%.
Isso significa que, de cada 100 homicídios estimados no Brasil naquele ano, aproximadamente 14 não apareceram corretamente nas estatísticas oficiais, quase o dobro do registrado no ano anterior.
Em 2024, foram denunciados mais de 87 mil estupros, mas pesquisadores estimam que o número real possa passar de 800 mil por ano, porque poucas vítimas conseguem procurar a polícia ou os serviços de saúde.
Crianças e adolescentes são os mais atingidos, principalmente meninas, e os casos cresceram mais de quatro vezes em algumas faixas etárias na última década.
Pessoas com deficiência e mulheres indígenas também enfrentam riscos ainda maiores, por causa da dependência, da dificuldade de pedir ajuda e das condições de vulnerabilidade em que vivem.
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