O Metrópoles apontou que o escritório do senador emitiu e cancelou duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a Copenhagen. Flávio confirma ter emitido as notas, mas afirma que se recusou a prestar o serviço e não recebeu nenhum valor da empresa. O senador também afirma que o portal que o acusa recebeu R$ 1,2 milhão da Copenhagen.

O senador Flávio Bolsonaro reagiu à reportagem do Metrópoles sobre duas notas fiscais de R$ 500 mil cada emitidas por seu escritório para a Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. Os documentos foram cancelados pouco depois.
Segundo Flávio, seu escritório chegou a ser procurado para prestar serviços advocatícios à Copenhagen, mas a contratação não avançou. Por esse motivo, as notas teriam sido canceladas sem a realização do trabalho ou o recebimento dos valores.
“Eu não aceitei trabalhar para esta empresa chamada Copenhagen”, declarou. O senador também afirmou não ser investigado no caso. A emissão e o posterior cancelamento das notas, isoladamente, não comprovam que tenha ocorrido pagamento.
O escritório ligado ao senador Flávio Bolsonaro emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A.
A Copenhagen está sediada em São Caetano do Sul (SP) e atua no setor de consultoria em gestão empresarial. Segundo a Revista Oeste, a empresa esteve entre as dez maiores beneficiárias de recursos do Banco Master entre 2024 e 2025.
Criada em 2024, com capital social declarado de R$ 40, a Copenhagen teria recebido R$ 58 milhões do banco. A empresa pertence ao Estônia Fundo de Investimento Multiestratégia, gerido pela Trustee DTVM.
Ainda de acordo com o Metrópoles, a Trustee DTVM é investigada pela Polícia Federal por suspeitas relacionadas à aquisição e à ocultação de bens do Banco Master.
Dois dias depois, uma terceira nota fiscal de R$ 500 mil, com a mesma descrição de serviço, foi emitida para a Contábil Corrêa. Dessa vez, o documento não foi cancelado.
Segundo a reportagem, as duas empresas estão ligadas ao contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece nos registros da Receita Federal como o único diretor responsável pela Copenhagen e também como único sócio da Contábil Corrêa.
No vídeo, Flávio classificou a publicação como uma “matéria criminosa” e acusou o Metrópoles de não incluir sua nota nem os esclarecimentos de sua defesa.
O senador também afirmou que o próprio portal teria emitido seis notas fiscais para a Copenhagen e recebido R$ 1,2 milhão da empresa.
Flávio ainda alegou que seus dados fiscais teriam sido obtidos e repassados à imprensa ilegalmente por algum órgão público. Ele não identificou o suposto responsável. Até o momento, não há confirmação de que tenha ocorrido quebra de sigilo sem autorização judicial.
O senador relacionou a divulgação da reportagem à sua candidatura à Presidência da República e afirmou que não desistirá da disputa. Segundo ele, o episódio faria parte de uma tentativa de prejudicá-lo nas eleições.
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