Abelardo de la Espriella obteve quase 13 milhões de votos e venceu as eleições em uma Colômbia polarizada.

A Colômbia acabou de viver o segundo turno mais acirrado e com maior participação popular da sua história. A diferença de votos que elegeu Abelardo de la Espriella foi de pouco mais de 250 mil em um universo de mais de 26 milhões de eleitores.
A contagem preliminar foi feita pelo Registro Oficial e confirma o candidato como presidente eleito. Esse resultado muda o mapa da América do Sul.
O continente passa a ter 7 países com governos de direita contra 5 com governos mais à esquerda.
O atual presidente, Gustavo Petro, ainda não reconheceu o resultado da eleição. Ele apoiava Iván Cepeda Castro, que perdeu, segundo a contagem preliminar.
O governo Petro tem buscado a nulidade de milhares de mesas oficiais, o que, segundo ele, pode mudar o resultado da contagem oficial.
Em 2022, apenas o Paraguai possuía um governo mais à direita. O continente vivia uma verdadeira onda vermelha, com 10 países com partidos mais à esquerda no poder.
Em 2026, o mapa já está completamente diferente. Uma onda azul tem levado partidos de direita a vencerem eleições.
Dos 11 países sul-americanos, 7 possuem governos eleitos ou no poder identificados com a direita.
É importante ressaltar que a eleição no Peru está na reta final da apuração, a eleição na Colômbia ainda depende do resultado oficial e a Guiana Francesa possui como chefe de Estado o presidente da França, mas levou-se em consideração, neste mapa, o presidente da Assembleia, Gabriel Serville.
Abelardo de la Espriella é um advogado criminalista colombiano, nascido em Montería, que chegou à Presidência com um discurso de oposição ao governo Gustavo Petro, defesa da segurança com “mão dura” e uma campanha fortemente marcada pelo uso de redes sociais, grupos de WhatsApp e conteúdos feitos com inteligência artificial.
Com o slogan “Firme por la patria”, ele se apresentou como um candidato contra os partidos tradicionais e o establishment, usando símbolos nacionais, como a camisa da seleção colombiana, para consolidar sua imagem junto ao eleitorado.
Antes da política, De la Espriella ganhou projeção como um dos penalistas mais conhecidos e polêmicos da Colômbia.
Atuou em casos de grande repercussão, como os de Natalia Ponce de León e Rosa Elvira Cely, mas também defendeu personagens controversos, como Álex Saab, David Murcia Guzmán e políticos ligados a escândalos.
Na campanha, defendeu pautas associadas à direita, como o capital privado, a aproximação com os Estados Unidos, o catolicismo e a redução do tamanho do Estado.