Missão pode levar astronautas ao redor do satélite e abrir caminho para um novo pouso lunar.

Em 14 de dezembro de 1972, o comandante Eugene Cernan subiu a escada do módulo lunar da missão Apollo 17, fechou a escotilha e iniciou a viagem de volta à Terra.
A poeira levantada por seus passos foi a última marca humana deixada na Lua. Desde então, nenhum outro ser humano retornou à superfície lunar. Mais de meio século depois, a Nasa afirma que essa pausa histórica pode estar perto do fim.
A agência anunciou que a missão Artemis 2 será a primeira tripulada do novo programa lunar e deve ser lançada em fevereiro de 2026, antecipando o cronograma que previa abril.
A Artemis 2 será a primeira missão tripulada a viajar até a Lua em mais de cinco décadas. Quatro astronautas devem partir para uma viagem de 10 dias, dando a volta ao redor do satélite, sem pousar.
O voo é considerado um teste decisivo para o retorno do homem à superfície lunar.
Segundo a Nasa, a tripulação deve se aproximar entre 9 mil e 17 mil quilômetros da superfície da Lua antes de retornar à Terra. O objetivo é validar sistemas, procedimentos e a capacidade humana de operar em missões no espaço.
De acordo com Lakiesha Hawkins, administradora adjunta interina da Direção de Missões de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração, a janela de lançamento pode se abrir em 5 de fevereiro de 2026, dependendo de fatores técnicos e operacionais.
A agência afirma que o lançamento só ocorrerá quando a nave e a equipe estiverem prontas.
A tripulação da Artemis 2 será binacional, com astronautas da Nasa e da Agência Espacial Canadense (CSA):
Durante uma coletiva, Wiseman reforçou que a missão é essencialmente um teste. Ele destacou que o voo pode ser interrompido logo após a decolagem, permanecer em órbita da Terra por alguns dias ou seguir para a volta lunar, conforme o desempenho dos sistemas.
No ponto de maior aproximação, os astronautas devem passar cerca de três horas observando a superfície lunar, com iluminação adequada, inclusive o lado oculto da Lua.
“Poderíamos ver partes da Lua que nunca foram vistas por olhos humanos antes”, afirmou Christina Koch.
Ela também destacou que o retorno à Lua envolve o desenvolvimento de tecnologias para viagens de espaço profundo, benefícios diretos para a vida na Terra e o fortalecimento de parcerias comerciais no setor aeroespacial.
A missão utilizará o foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS), construído pela Boeing e pela Northrop Grumman, e a cápsula Orion, desenvolvida pela Lockheed Martin.
A nave recebeu o nome Integrity, em referência aos valores da missão conjunta entre Estados Unidos e Canadá.
A Artemis 2 é a precursora da Artemis 3, atualmente planejada para 2027, que deve levar astronautas de volta à superfície lunar com o apoio de uma versão adaptada da nave Starship, da SpaceX.
Segundo a Nasa, o objetivo final do programa Artemis é estabelecer uma presença humana contínua na Lua.
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