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Quinta-Feira Santa: qual é o significado do primeiro dia do tríduo pascal

Entenda por que este rito marca o começo da celebração mais importante para os católicos.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
A última Ceia
Fonte da imagem: A Última Ceia. | Autor: Juan de Juanes (Domínio Público).

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A Quinta-feira Santa marca o início do chamado Tríduo Pascal, período que, segundo a tradição cristã, recorda aspectos centrais da fé: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

  • O Tríduo começa ao entardecer da quinta-feira e se estende até o pôr do sol do domingo de Páscoa.

Em latim essa missa é chamada In Coena Domini. Popularmente, é chamada de Lava-pés. Trata-se de um dos dias mais significativos da liturgia católica, celebrando a instituição da Eucaristia e do sacerdócio, e o mandamento do amor.

Em entrevista à Brasil Paralelo, o padre Thiago Fragoso explica que esse é um tempo mais para contemplar do que para entender:

“A Semana Santa não foi feita para ser entendida, mas para ser contemplada. É um convite a olhar com o coração, com a alma, com a fé.”
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Os cristãos repetem o ato em que Jesus lavou os pés dos discípulos

O gesto do Lava-Pés remete ao momento em que Jesus, durante a Última Ceia, se levanta da mesa, assume a postura de servo e lava os pés de seus discípulos. Segundo o relato do Evangelho de João, Pedro inicialmente recusa, mas Jesus responde:

“Se eu não lavar os teus pés, não terás parte comigo.” (Jo 13, 8)

Para o padre Thiago, esse gesto expressa a humildade da pessoa que serve e de quem é servido:

“Cristo, que é Deus, se despoja da sua grandeza. Ajoelha-se para lavar os pés dos discípulos. É um gesto que exige humildade tanto de quem serve quanto de quem é servido.”

É um dia de lembrança da Última Ceia e da ida ao Jardim das Oliveiras

A Eucaristiaé celebrada a partir do relato dos evangelhos e da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, considerada o texto mais antigo sobre o sacramento.

Na liturgia da Quinta-feira Santa, são recordadas as palavras de Cristo: “Isto é o meu corpo” e “Este é o cálice do meu sangue”.

Ao fim da celebração, o Santíssimo Sacramento é levado para um altar à parte, onde começa a vigília silenciosa, que em muitos lugares se estende por toda a noite. Essa vigília representa a ida de Jesus ao Jardim das Oliveiras, onde viveu sua agonia.

“Na Quinta-feira, a Igreja está sentada à mesa com o Senhor. Depois da Ceia, segue com Ele até o Monte das Oliveiras”, resume o padre.

Um dia de memória e fundação

Para os católicos, a Quinta-feira Santa é um dia de memória e fundação: marca a origem da Eucaristia, do sacerdócio católico e do mandamento do amor fraterno. No entanto, segundo o padre, seu sentido ultrapassa a compreensão técnica dos ritos.

“Mesmo quem não entende todos os gestos, pode contemplar. Pode olhar para além da forma. Pode viver esse dia com o coração.”

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