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Quem é o ex-primeiro ministro japonês assassinado? Entenda o caso Shinzo Abe e o que se sabe até o momento

O ex-Primeiro Ministro japonês Shinzo Abe foi assassinado enquanto proferia um discurso em um comício político. Entenda o impacto do caso.
Comunicação Brasil Paralelo
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3/2/2022

O Ex-Primeiro Ministro do Japão Shinzo Abe foi morto nesta sexta-feira (08/07/2022) enquanto discursava em Nara, cidade do oeste japonês. Mas quem é ele e por que isso é importante?

Quem é Shinzo Abe e por que sua morte comoveu tantas pessoas?

O ex-Primeiro Ministro marcou a vida política do seu país na última década e seguia sendo muito influente. Nesta sexta-feira, ele discursava em um comício político do Partido Liberal-Democrata (PLD) que governa o Japão.

O PLD é tido como o partido conservador e nacionalista do Japão.

Sua presença era um sinal de apoio à candidatura de Kei Saito. Por volta das 11h30, o assassino se aproximou por trás e disparou duas vezes contra Abe.

A motivação do ato é associada a questões políticas. Segundo informações da mídia local, a casa do atirador Tetsuya Yamagami foi vasculhada pela polícia e no local foram encontrados explosivos caseiros.

Abe se destacou politicamente por estabelecer uma nova política fiscal e por fortalecer a aliança nipo-americana. Ele e Donald Trump eram amigos bem próximos.

A Casa Branca condenou o ataque:

"Estamos monitorando de perto a situação e enviamos nossas condolências a família de Abe e ao povo do Japão".

O ex-presidente Donald Trump e o ex-vice presidente Mike Pence emitiram declarações a respeito do assassinato. Trump disse:

"Ele era um verdadeiro amigo e, muito mais importante, um verdadeiro amigo da América. Isso é um ataque fatal ao maravilhoso povo japonês que o amava e admirava muito. Estamos todos rezando por Shinzo e por sua bela família."

Mike Pence declarou em seu Twitter:

"@KarenPence e eu ficamos profundamente sentidos ao saber do assassinato do ex-Primeiro Ministro Shinzo Abe. Abe foi um líder respeitável do Japão e um aliado inquestionável dos Estados Unidos. Nos unimos às pessoas que rezam por este homem verdadeiramente bom e por sua família. Deus abençoe Shinzo Abe."

O caso também teve repercussão no Brasil. Para Adrilles Jorge, comentarista político da Joven Pam, o assassinato de Shinzo Abe é comparável à facada que Jair Bolsonaro sofreu em 2018. A motivação destes atos seria o ódio instigado em um cenário de forte polarização política, segundo o comentarista.

O que se sabe até o momento?

Enquanto proferia seu discurso, Abe foi baleado por um homem que estava na multidão.

Autoridades que acompanhavam o evento e prestaram atendimento a Abe alegaram que ele foi levado ao hospital inconsciente e sem demonstrar nenhum sinal vital após o atentado.

Shinzo Abe foi quem ocupou o posto de Primeiro Ministro do Japão por mais tempo, até sua renúncia há 2 anos. Pouco tempo após ter sido levado ao hospital, Abe foi declarado como morto.

O ex-Primeiro Ministro foi levado ao Nara Medical University Hospital já em condições críticas.

O jornal Washington Post noticiou

"A mídia japonesa, citando informações dadas pela polícia local, descreveram o status de Abe como vítima de 'parada cardíaca', o termo é frequentemente usado no Japão antes de uma confirmação oficial de uma morte."

O atirador foi detido no local do atentado. O assassino alegou que estaria frustrado com o ex-Primeiro Ministro e que tinha intenções de matá-lo.

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Momento que o atirador foi detido pelos seguranças do evento.

De acordo com fontes policiais citadas pela imprensa japonesa, o suspeito preso é um japonês de 41 anos chamado Tetsuya Yamagami.

De acordo com a imprensa, o atirador serviu por três anos na Força de Autodefesa Marítima Japonesa, a Marinha do país, até 2005. As informações são do Ministério da Defesa.

Ele teria fabricado sua própria arma de fogo - as restrições relativas à posse e porte de armas no Japão são extremamente rígidas.

Abe, um político de centro-direita, foi o Primeiro Ministro japonês com serviço mais longevo, desde a Segunda Guerra Mundial. Ocupando o posto de 2012 a 2020.

O atual Primeiro Ministro japonês Fumio Kishida declarou:

"Isto é um ato desprezível e bárbaro que ocorreu no meio de uma eleição que é a fundação da democracia e absolutamente não pode ser tolerado".
"Nós condenamos o ato com os termos mais severos e tomaremos todas as medidas possíveis para nos preparar para qualquer situação possível".
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