Ataque era parte de uma estratégia para colocar os EUA em guerra e dar início a uma revolução islâmica.

Há 25 anos, o mundo se chocou ao ver cenas de destruição em uma das cidades mais famosas do mundo, Nova Iorque.
Dois aviões se chocaram contra os prédios do World Trade Center, mais conhecidos como Torres Gêmeas. Por trás disso estava Osama Bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda.
O mundo inteiro conhece o atentado, mas poucas pessoas realmente sabem quais eram os objetivos da ação, afinal o terrorismo é uma ferramenta política.
Descubra o que Bin Laden queria com o ataque e quais eram os planos por trás da ação da Al Qaeda.
A Brasil Paralelo relembrou o ataque terrorista mais marcante da história em um especial. Assista completo abaixo:
O plano de Bin Laden era provocar as forças americanas para uma guerra de guerrilha no Afeganistão.
A ideia era que os combates despertariam movimentos antiamericanos em todo o mundo muçulmano e criariam um cenário fértil para uma revolução islâmica internacional.
A ligação entre a Al Qaeda e o país começou décadas antes, quando os soviéticos invadiram o Afeganistão para apoiar um projeto comunista lá.
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Os EUA reagiram armando e financiando guerrilheiros muçulmanos conhecidos como Mujahedin.
Entre eles estavam os partidos que depois formariam o Talibã e o próprio Osama Bin Laden, filho de um bilionário saudita que decidiu combater pela fé islâmica.
Ele começou a enfrentar os americanos após a Guerra do Golfo em 1990, quando o país e uma coalizão global contra o Iraque de Saddam Hussein após a invasão do Kwait.
Bin Laden se ofereceu para liderar os mujahedin e combater o Iraque, porém o governo saudita negou a ajuda, autorizando bases americanas em seu território.
A presença de infieis na região que abriga Meca e Medina, as cidades mais sagradas do Islã, fez com que Bin Laden passasse a olhar para os EUA como um invasor inimigo da fé.
A invasão teve início no dia 7 de outubro de 2001. O país era controlado quase completamente pelo Talibã, acusado de hospedar a Al Qaeda.
Bush afirmava que a rede terrorista tinha uma série de campos de treinamento e recrutamento protegidos pelas autoridades afegãs.
Os EUA só sairiam do país em agosto de 2021, quando o Talibã voltou ao poder após negociações com o governo americano.
A operação custou mais de R$10 trilhões na cotação atual e deixou 176 mil pessoas mortas no território afegão segundo a Brown University.