O responsável pelo ataque era um homem com ascendência libanesa que morreu após atacar a polícia com uma arma branca.

Neste final de semana, o mundo se chocou com um atentado terrorista contra a parada Gay de Berlim.
Uma van pilotada por Abdul Ballout avançou sobre a multidão, deixando uma mulher morta e 29 pessoas feridas.
Ballout morreu enquanto tentava atacar policiais com uma arma branca. Ele já havia sido condenado à prisão no Líbano por incitação a conflitos religiosos e sectários.
Filho de uma libanesa, ele nasceu na Alemanha e chamava atenção das autoridades, chegando a ser incluído em um programa de “desradicalização”.
Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra a reação de uma ativista após as autoridades revelarem a identidade do criminoso.
Ela conta que seu primeiro pensamento ao ver o atentado foi torcer para que não fosse um imigrante muçulmano:
“O que também me chocou foi que a primeira coisa que pensei foi: ‘espero que não seja um imigrante. Espero que seja uma pessoa cristã e branca’, mas não foi”.
Em seguida, a mulher continuou fazendo um discurso defendendo que o movimento LGBT continue a apoiar os imigrantes:
“Volta a mostrar-se a interseccionalidade. Nós não travamos todas as mesmas lutas, mas estamos uns para os outros em momentos como este e então o amor é bom”.
O partido de direita AfD tem utilizado esse episódio para criticar as políticas de segurança do governo alemão.
O deputado Martin Hess falou que esse caso foi um "fracasso completo da política de segurança do governo".
A sigla é conhecida por criticar a imigração ilegal tem tem crescido cada vez mais, o que ascende um sinalo de alerta para os partidos tradicionais do país.