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Ucraniana acusada de atentado em Mônaco entra para a lista da Interpol

O oligarca que era alvo do ataque ficou ferido, porém já está fora de risco.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Mulher responsável por atentado em Mônaco entra na mira da Interpol
Fonte da imagem: Reprodução

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Um dos países mais ricos do mundo, conhecido por abrigar bilionários, foi alvo de um atentado a bomba nesta semana

Na noite de segunda-feira (29), uma bomba foi deixada na entrada de um prédio residencial em Mônaco. Esse foi o primeiro ataque do tipo na história do principado.

A explosão do artefato deixou três pessoas feridas, entre elas um adolescente de 13 anos.

As autoridades do principado acreditam que a responsável pela ação seja a ucraniana Anastasiia Berezovska, de 39 anos

Ela é procurada por "tentativa de assassinato, colocação de artefato explosivo em local público com intenção criminosa e associação criminosa". 

Agora seu nome está em um alerta emitido pela Interpol, que funciona como um pedido internacional de prisão.

Oligarca era alvo da explosão

Segundo os investigadores, o objetivo do atentado era assassinar o empresário Vadim Yermolaiev

Natural da Ucrânia, ele tem 58 anos e renunciou à cidadania de seu país para virar cidadão do Chipre em 2019. O oligarca vive com sua família em Mônaco desde 2021.

Yermolaiev construiu fortuna nos setores imobiliário, industrial e de bebidas. A revista Forbes estimou seu patrimônio em cerca de US$220 milhões, equivalente a R$1.139 bilhões

Desde dezembro de 2023, ele está sob sanções impostas pela Ucrânia por manter atividades comerciais na Crimeia, território anexado pela Rússia em 2014.

A detonação provocou queimaduras graves em Yermolaiev, deixou sua companheira em estado crítico e feriu o filho de 13 anos

O empresário foi considerado fora de perigo, enquanto a mulher permanece em estado grave.

Outras quatro pessoas também ficaram feridas por estilhaços de vidros quebrados durante a explosão.

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Principal suspeita se disfarçou de homem

Anastasiia Berezovska foi identificada após análise de imagens de câmeras de segurança e do relato de uma testemunha

Segundo a Promotoria de Mônaco, ela teria se disfarçado de homem durante a execução do atentado.

Inicialmente, imagens divulgadas mostravam uma pessoa usando chapéu escuro, calças claras e blusa preta, levando muitos observadores a acreditar que se tratava de um homem

Com o avanço das investigações, porém, os promotores concluíram que a suspeita era uma mulher utilizando esse disfarce.

Segundo a investigação, Berezovska realizou visitas de reconhecimento ao local nos dias anteriores ao ataque

Após a explosão, ela deixou Mônaco e fugiu para a França, de onde seguiu para a Itália em um carro alugado.

O último endereço conhecido da suspeita fica na Alemanha. Por esse motivo, autoridades alemãs realizaram buscas na região de Main-Taunus, no estado de Hessen.

Antes do caso, a mulher vivia na Alemanha, ao menos foi o que informou o jornal francês  Le Figaro.

Durante a operação, policiais recolheram provas e apreenderam um veículo utilizado por Berezovska. Até o momento, ela continua foragida.

O procurador-geral adjunto de Mônaco, Morgan Raymond, afirmou que a complexidade do explosivo e a forma como o atentado foi executado indicam que a suspeita provavelmente não agiu sozinha.

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