O oligarca que era alvo do ataque ficou ferido, porém já está fora de risco.

Um dos países mais ricos do mundo, conhecido por abrigar bilionários, foi alvo de um atentado a bomba nesta semana.
Na noite de segunda-feira (29), uma bomba foi deixada na entrada de um prédio residencial em Mônaco. Esse foi o primeiro ataque do tipo na história do principado.
A explosão do artefato deixou três pessoas feridas, entre elas um adolescente de 13 anos.
As autoridades do principado acreditam que a responsável pela ação seja a ucraniana Anastasiia Berezovska, de 39 anos.
Ela é procurada por "tentativa de assassinato, colocação de artefato explosivo em local público com intenção criminosa e associação criminosa".
Agora seu nome está em um alerta emitido pela Interpol, que funciona como um pedido internacional de prisão.
Segundo os investigadores, o objetivo do atentado era assassinar o empresário Vadim Yermolaiev.
Natural da Ucrânia, ele tem 58 anos e renunciou à cidadania de seu país para virar cidadão do Chipre em 2019. O oligarca vive com sua família em Mônaco desde 2021.
Yermolaiev construiu fortuna nos setores imobiliário, industrial e de bebidas. A revista Forbes estimou seu patrimônio em cerca de US$220 milhões, equivalente a R$1.139 bilhões.
Desde dezembro de 2023, ele está sob sanções impostas pela Ucrânia por manter atividades comerciais na Crimeia, território anexado pela Rússia em 2014.
A detonação provocou queimaduras graves em Yermolaiev, deixou sua companheira em estado crítico e feriu o filho de 13 anos.
O empresário foi considerado fora de perigo, enquanto a mulher permanece em estado grave.
Outras quatro pessoas também ficaram feridas por estilhaços de vidros quebrados durante a explosão.
Anastasiia Berezovska foi identificada após análise de imagens de câmeras de segurança e do relato de uma testemunha.
Segundo a Promotoria de Mônaco, ela teria se disfarçado de homem durante a execução do atentado.
Inicialmente, imagens divulgadas mostravam uma pessoa usando chapéu escuro, calças claras e blusa preta, levando muitos observadores a acreditar que se tratava de um homem.
Com o avanço das investigações, porém, os promotores concluíram que a suspeita era uma mulher utilizando esse disfarce.
Segundo a investigação, Berezovska realizou visitas de reconhecimento ao local nos dias anteriores ao ataque.
Após a explosão, ela deixou Mônaco e fugiu para a França, de onde seguiu para a Itália em um carro alugado.
O último endereço conhecido da suspeita fica na Alemanha. Por esse motivo, autoridades alemãs realizaram buscas na região de Main-Taunus, no estado de Hessen.
Antes do caso, a mulher vivia na Alemanha, ao menos foi o que informou o jornal francês Le Figaro.
Durante a operação, policiais recolheram provas e apreenderam um veículo utilizado por Berezovska. Até o momento, ela continua foragida.
O procurador-geral adjunto de Mônaco, Morgan Raymond, afirmou que a complexidade do explosivo e a forma como o atentado foi executado indicam que a suspeita provavelmente não agiu sozinha.