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Rússia faz o maior exercício nuclear desde o fim da Guerra Fria

A movimentação começou no mesmo dia em que Putin foi para uma visita à China.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Fonte da imagem: Ministério de Defesa da Rússia

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A Rússia deu início ao maior exercício de guerra nuclear que já realiza desde o fim da Guerra Fria

Durante três dias, as forças de Putin simularão cenários de combate e resposta nuclear sob ameaça de agressão.

O tamanho da operação chama atenção. Ao todo, cerca de 64 mil militares participam da manobra, além de:

  • 7.800 equipamentos militares;

  • mais de 200 lançadores de mísseis;

  • 140 aeronaves;

  • 73 navios;

  • 13 submarinos.

Os exercícios incluem testes com mísseis intercontinentais e disparos de mísseis de cruzeiro lançados por terra e mar.

Ocorrerão até mesmo simulações do uso de armas nucleares táticas posicionadas em Belarus, aliado próximo de Moscou e vizinho de países da Otan.

O objetivo oficial, segundo Moscou, é “dissuadir um potencial adversário e testar o nível de prontidão” das forças estratégicas russas.

O movimento acontece em um momento delicado da guerra na Ucrânia. Nas últimas semanas, russos e ucranianos intensificaram ataques aéreos

Moscou também vem sofrendo ataques contra infraestrutura energética e regiões próximas da capital. Ao mesmo tempo, as negociações seguem praticamente congeladas.

A ameaça atômica

Desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022, Putin utiliza o poder nuclear russo como instrumento de pressão política contra os países da Otan. 

O Kremlin busca impedir um envolvimento direto das potências ocidentais no conflito.

Até mesmo a doutrina nuclear russa sofreu alterações para permitir o uso de armas dessa categoria de maneira ofensiva.

Na doutrina militar de 2020, o uso de armamentos nucleares estava restrito a uma retaliação contra um ataque feito com equipamentos do tipo.

Com as alterações no documento, a Rússia conseguiu maior flexibilidade para usar esse tipo de armamento, principalmente no contexto da guerra na Ucrânia.

Uma das principais mudanças é que o governo russo começa a considerar um ataque ao território russo com armas convencionais fornecidas por potências nucleares como um ataque conjunto.

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Exercício acontece às vésperas de viagem para a China

O exercício acontece enquanto Putin visita a China para reuniões com Xi Jinping. Os dois países aprofundaram relações econômicas e militares nos últimos anos.

A visita vem uma semana depois de Trump ter ido para o país acompanhado de uma comitiva de empresários e representantes do governo americano.

A China é uma peça central para entender o novo tabuleiro internacional do século XXI.

Entenda as mudanças na geopolítica e os movimentos que as deram origem com a trilogia O Fim das Nações. Assista ao primeiro episódio abaixo:

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