O objetivo dos planos russos é testar a reação da OTAN a uma ameaça contra um membro do bloco.

Os Estados Unidos alertaram o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, sobre a possibilidade de uma agressão russa contra o país.
Tusk veio a público para dizer que o país se prepara para vários cenários e que os próximos meses serão críticos.
"Não quero assustar ninguém, mas os próximos meses podem ser realmente críticos, também devido à natureza mutável da guerra. Essas preocupações são particularmente palpáveis nos países bálticos".
Apesar da mensagem, ele tentou passar um ar de tranquilidade, afirmando que não há motivo para pânico:
"Não vamos ter medo, estamos nos preparando para diversas situações, mas não podemos ignorá-las... Estamos cientes das ameaças, também graças às informações de nossos aliados".
A Brasil Paralelo investigou as transformações geopolíticas que deram origem ao conflito entre Rússia e OTAN com a trilogia O Fim das Nações. Clique aqui e assista.
A fala foi uma resposta a rumores de que a Rússia estaria preparando uma provocação militar contra o país.
Segundo informações divulgadas pelos jornais The Telegraph, Moscou estaria avaliando realizar uma provocação militar para testar a reação da OTAN.
O Artigo 5 da aliança militar determina que um ataque contra qualquer um de seus membros deve ser respondido por todos.
De acordo com os relatos, a ação não envolveria uma invasão em larga escala, mas sim um ataque limitado.
Entre os cenários discutidos estariam ataques com drones ou mísseis contra infraestruturas críticas, como usinas de energia.
Além disso, há a possibilidade de simulação de um grande ataque aéreo para obrigar a Polônia a ativar seus sistemas de defesa.
Não seria a primeira vez que a Polônia sofreria com a queda de equipamento russo em seu território.
Ano passado, o país chegou a abater drones em um episódio que foi classificado como uma “violação sem precedentes do espaço aéreo”.
Outro cenário considerado seria uma incursão terrestre de tropas próxima à fronteira polonesa.
Militares russos ou soldados de Belarus poderiam adentrar o território e depois alegar que entraram no território por erro de navegação causado por interferências no sinal de GPS.
As preocupações sobre uma possível escalada também foram manifestadas por outros países da região.
Recentemente, o serviço de inteligência da Letônia informou que há indícios de que a Rússia esteja preparando provocações militares contra os países bálticos ou contra a própria Polônia.
Já autoridades da Lituânia afirmaram que, neste momento, uma guerra convencional parece menos provável do que ações limitadas.
A guerra na Ucrânia e a constante tensão entre Rússia e OTAN fazem parte de um cenário amplo de mudanças na política mundial.
A Brasil Paralelo investigou essas transformações na trilogia O Fim das Nações. Assista ao primeiro episódio completo abaixo: