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Descubra como um chat de namoro virou uma arma de guerra e espionagem

Fundador do Telegram pode pegar prisão perpétua por causa da operação.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Aplicativo de namoro está sendo usado para recritar espiões
Fonte da imagem: Imagem gerada por IA

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O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) colocou Pavel Durov, fundador do Telegram, na mira com acusações de facilitar atividades terroristas

No centro das acusações está a plataforma de relacionamento Daivinchik/Leo, bastante popular na Rússia. 

O serviço opera dentro do Telegram e é usado para encontros, já que o Tinder não opera no país.

Agentes da inteligência ucraniana teriam se aproveitado do sistema para atrair e cooptar jovens russos

Eles se passavam por mulheres jovens e estabeleciam contato com possíveis alvos.

As autoridades afirmam que as vítimas eram coagidas a participar de operações depois dessa aproximação.

Segundo o FSB, 46 russos com idades entre 12 e 22 anos foram presos desde julho de 2025 após serem recrutados dessa forma. 

Entre as acusações estão ataques contra policiais, incêndios criminosos e ações contra estruturas de transporte, energia, comunicações e instituições financeiras.

Segundo o comunicado oficial, essas atividades teriam provocado "numerosas vítimas humanas".

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Criador do Telegram pode pegar prisão perpétua 

Com a denúncia, Durov foi incluído na lista de procurados internacionais da Rússia. Caso condenado, sua pena poderá chegar até mesmo à prisão perpétua.

De acordo com o FSB, o Telegram deixou de remover "diversos canais, chats e bots" usados por agências de inteligência ucranianas, grupos extremistas e organizações terroristas.

Isso teria permitido que essas organizações pudessem "preparar e coordenar atos de sabotagem e terrorismo, assassinatos em massa e fraudes cibernéticas". 

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Como Pavel Durov respondeu às acusações

O Telegram ainda não publicou uma resposta oficial às acusações. A conta oficial da empresa no X apenas publicou uma imagem de Pavel Durov mostrando o dedo do meio.

Esta também não é a primeira vez que o empresário reage às investigações conduzidas pela Rússia.

Quando revelou, que havia se tornado alvo de uma investigação criminal, meses atrás, Durov acusou Putin de criar justificativas para limitar o acesso da população ao Telegram:

"A Rússia está restringindo o acesso ao Telegram numa tentativa de forçar seus cidadãos a migrarem para um aplicativo controlado pelo Estado, criado para vigilância e censura política."

Na mesma publicação, ele comparou a situação ao bloqueio imposto pelo Irã anos antes:

"Oito anos atrás, o Irã tentou a mesma estratégia e falhou. Baniu o Telegram sob pretextos inventados, tentando forçar as pessoas a usar uma alternativa estatal."

Em outra mensagem publicada após receber uma intimação enviada para um antigo endereço onde morou na Rússia, Durov ironizou as acusações:

"Eles devem estar suspeitando que eu defendo os artigos 29 e 23 da Constituição Russa que garantem a liberdade de expressão e o direito à correspondência privada. Tenho orgulho de ser culpado!"

O empresário também afirma que o Telegram cumpre suas obrigações de moderar conteúdos e colaborar com autoridades no combate ao crime, negando qualquer irregularidade.

A Brasil Paralelo investigou como os EUA usaram sua inteligência para calar vozes conservadoras em sua primeira produção para o público internacional. Assista completo abaixo:

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