“Eles vão me enforcar”: Putin teme pela própria vida, afirma jornal
Presidente russo acredita que poderá morrer se não conseguir controlar a região do Donbass até o fim da guerra.

Um dos homens mais poderosos do mundo teme morrer em meio à tensão política causada pela guerra na Ucrânia.
Segundo uma reportagem publicada pela revista The Economist, Vladimir Putin disse a pessoas de seu círculo mais próximo que pode ser morto caso a Rússia não consiga conquistar a região de Donbass, no leste da Ucrânia.
De acordo com um dos interlocutores, o presidente chegou a falar que “eles vão me enforcar" em um momento do conflito.
Segundo as fontes, Putin acredita que o sistema político russo não perdoa demonstrações de fraqueza.
Por esse motivo, a conquista de Donbass teria se tornado uma questão de sobrevivência.
A tomada completa das províncias de Donetsk e Lugansk, que formam o Donbass, se tornaram o objetivo mínimo na guerra.
As fontes afirmam que o presidente considera que encerrar o conflito antes de atingir essa meta seria interpretado pelas elites russas como um fracasso.
A Brasil Paralelo investigou a fundo a ascensão de Putin ao poder em um especial de Face Oculta. Assista completo abaixo:
Por que o Donbass é tão importante?
Essa região tem maioria étnica e cultural russa e é um dos principais pontos de choque entre os dois países.
Quando a Ucrânia derrubou o presidente e aliado russo Viktor Yanukovytch em meio a uma onda de protestos pró-ocidente, o Donbass foi tomado por movimentos separatistas.
Desde então, a região é marcada por conflitos intensos entre esses grupos paramilitares e as forças ucranianas.
Um dos principais motivos para a invasão em fevereiro de 2022 foram supostos crimes de guerra cometidos por forças ucranianas contra a população russa nessa área.
O governo Putin acusava milícias ucranianas neonazistas, como o Batalhão Azov de fazer uma limpeza étnica contra a população russa.
Em 2022, o governo russo realizou um referendo na região, que acabou com cerca de 96% da população pedindo a adesão ao país.
No entanto, a votação é acusada de fraude por grande parte da comunidade internacional, segundo a qual a ocupação militar na região impede um processo transparente.
Esse não foi o primeiro referendo do tipo, em 2014 aproximadamente 96,2% da população de Luhansky votou para se juntar à Rússia, assim como 89% em Donetsk.
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