Raio-X Baco Master
Exibição única
00
D
00
H
00
M
00
S
February 23, 2026
ASSISTIR DE GRAÇA
2026-02-23 8:00 pm
This is some text inside of a div block.
3
min de leitura

Heading

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Suspendisse varius enim in eros elementum tristique. Duis cursus, mi quis viverra ornare, eros dolor interdum nulla, ut commodo diam libero vitae erat. Aenean faucibus nibh et justo cursus id rutrum lorem imperdiet. Nunc ut sem vitae risus tristique posuere.

Por
This is some text inside of a div block.
Publicado em
This is some text inside of a div block.
This is some text inside of a div block.
História
3
min de leitura

Pesquisadores encontram navio perdido que foi afundado por nazistas no Brasil

Mergulhadores conversaram com pescadores e reuniram relatos que ajudaram a fazer uma descoberta histórica.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
16/2/2026 17:42
Naufrágios do Brasil

Há 82 anos, o navio Tutoya foi partido ao meio por um torpedo disparado por um submarino alemão e afundou na costa brasileira durante a Segunda Guerra Mundial

Naquela época, submarinos alemães, conhecidos como U-boats, patrulhavam o Atlântico para cortar rotas de abastecimento dos aliados.

Em julho de 1943, o Tutoya navegava com as luzes apagadas, uma estratégia muito usada para evitar ataques. 

A embarcação foi abordada e recebeu ordem para acender as luzes e reduzir a velocidade. O comandante acreditou que se tratava de um navio de patrulha e obedeceu.

Assim que se tornou visível, o submarino alemão U-513 disparou um torpedo que partiu o cargueiro ao meio

O navio afundou rapidamente e sete membros da tripulação morreram, entre eles o comandante.

O Tutóia ficou perdido sob as águas do Atlântico até ser reencontrado ainda no começo deste ano.

Pesquisadores encontraram navio perdido

Agora, uma equipe de pesquisadores encontrou o navio afundado a 21 metros de profundidade, entre as cidades de Peruíbe e Iguape.

A redescoberta do Tutoya foi liderada pela instrutora de mergulho especialista em naufrágios Tatiana Mello

Sem coordenadas de onde o navio afundou, ela precisou da ajuda do marinheiro Clayton Aloise, que conversou com pescadores da região e reuniu relatos sobre possíveis pontos do naufrágio.

Com as informações reunidas, a equipe partiu da Serra do Guaraú, em Peruíbe. As coordenadas foram inseridas no GPS, e a busca começou com o uso de sonar.

Somente na terceira marcação surgiu um relevo incomum no fundo do mar. Segundo os mergulhadores, a imagem indicava uma grande estrutura metálica.

Uma boia foi lançada como referência. Com base nas dimensões conhecidas do navio e munidos de equipamentos de imagem e medição, os pesquisadores decidiram mergulhar.

Quando a gente saiu da água e pôde compartilhar com eles: ‘Gente, tudo bateu’. As medidas bateram, a pesquisa bateu, a gente está mergulhando no Tutoya, é emocionante”, Tatiana contou à Globo.

A identificação oficial ocorreu em 26 de dezembro de 2025.

Segundo os pesquisadores, o local está preservado. Nada foi removido e nem pode ser, por conta da legislação brasileira, como afirmou o mergulhador e especialista Maurício Carvalho ao portal G1:

Esse navio está protegido pelas leis brasileiras, nada pode ser removido dele, nada pode ser extraído, então ele já tem a sua proteção garantida. Agora, com a sua identificação, ele vira um ponto que vai ser utilizado, por exemplo, pela operadora Novos Mares para levar mergulhadores interessados em contar essas histórias

Por estar a 21 metros de profundidade, o Tutoya pode ser visitado por um número maior de mergulhadores.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

Relacionadas

Todas

Exclusivo para membros

Ver mais