Pavanato e Eduarda Campopiano são processados por associação trans
Motivo é um vídeo no qual os dois criticam cotas trans e o uso de banheiros femininos por transexuais.

Dois dos deputados mais votados nas eleições de 2026 estão sendo processados pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).
A entidade entrou com uma Ação Civil Pública contra Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano na Justiça de São Paulo.
O caso começou após os dois participarem de um vídeo no qual apontam benefícios para trans em detrimento das mulheres.
Na gravação, Pavanato aparece com uma peruca loira imitando um trans enquanto Eduarda Campopiano traz pontos polêmicos, como o uso do banheiro feminino por transexuais e as cotas universitárias para trans.
“Eu não aguento mais essa palhaçada, homem é homem e mulher é mulher”, diz Pavanato no vídeo.
Na ação judicial, a ANTRA pede a remoção definitiva do conteúdo, além de uma indenização por danos coletivos de R$ 500 mil.
O experimento com crianças conduzido por um dos primeiros nomes nos estudos sobre gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:
Ministério Público pediu R$ 100 mil a Campopiano por post sobre Érika Hilton
Esse não é o primeiro processo do tipo contra a deputada eleita Eduarda Campopiano. Ela é alvo de uma Ação Civil Pública do Ministério Público de São Paulo (MPSP) por causa de um comentário sobre Érika Hilton.
Após receber 1.956.238 votos nas eleições deste ano, Campopiano fez uma provocação para o parlamentar psolista:
“Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs”, afirmou.
O MPSP está pedindo uma indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos e sociais e afirma que a publicação da parlamentar teria sido “transfóbica”.
Esse valor deverá ser enviado para o Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), que repassa para órgãos públicos e ONGs.
Além disso, Campopiano também deverá fazer uma retratação pública e assistir a um curso sobre inclusão social e combate à discriminação.
Na avaliação do órgão, a fala negou a “identidade de gênero” do parlamentar e também teria ultrapassado a esfera individual:
“O discurso que foi trazido pela ré caracteriza verdadeiro discurso de intolerância, ódio e menosprezo, que cria mais preconceitos e ressalta estereótipos”.
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