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Mundo•5 min de leitura

Polícia faz operação contra clínica trans que distribuía hormônios de forma ilegal

Grupo que é alvo de investigação afirma que o sistema de saúde alemão é “discriminatório”.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Viatura da polícia de Berlim
Fonte da imagem: The New German

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Próximo envio em
22h
24m
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A polícia de Berlim realizou uma operação contra a clínica trans Casa Kuà, em uma investigação contra o comércio ilegal de medicamentos e aplicação de hormônios sem supervisão.

Segundo as autoridades, os agentes apuram possíveis violações da Lei de Medicamentos da Alemanha.

A operação aconteceu no domingo (18) e mobilizou equipes da polícia para cumprir um mandado de busca no centro comunitário.

Os policiais apreenderam uma grande quantidade de medicamentos, incluindo hormônios utilizados em terapias para pessoas trans.

Também foram encontradas drogas, dispositivos de armazenamento de dados e uma quantia em dinheiro “de quatro dígitos”, segundo informou a polícia.

Agora o material será analisado durante a investigação, que está sendo conduzida pelo Ministério Público de Berlim.

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O que é a Casa Kuà?

Segundo seus organizadores, a Casa Kuà atua para ampliar o acesso de pessoas trans, intersexo, não binárias e queer aos serviços de saúde.

O projeto afirma que considera o sistema de saúde alemão discriminatório e diz buscar integrar tratamentos convencionais com práticas tradicionais:

“O sistema de saúde na Alemanha é estruturado segundo normas brancas e cisgênero masculinas, o que está intrinsecamente ligado à discriminação sexista, racista, classista, capacitista e que critica a aparência física”, afirma o grupo.

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Manifestação aconteceu após a operação

Logo após a ação policial, cerca de 140 pessoas participaram de uma manifestação em frente ao prédio em um ato que recebeu o nome de "Hormônios para Todos".

O comissário para assuntos LGBT da cidade de Berlim, Alfonso Pantisano, esteve presente durante a manifestação.

Manifestantes entraram em confronto com policiais e gritaram palavras de ordem contra a operação.

Diante da situação, a polícia acionou reforços, incluindo agentes da unidade regional e tropas de choque.

Em outro momento, participantes tentaram abrir à força uma barreira de privacidade instalada na parte externa do prédio durante a busca.

Os policiais impediram a ação e afastaram o grupo. Uma pessoa recebeu ordem para deixar o local e outra foi detida temporariamente por resistência à abordagem policial.

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