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Política•5 min de leitura

Ministério Público quer que Eduarda Campopiano pague R$100 mil por comentário sobre Érika Hilton

Órgão também quer que a deputada eleita faça uma retratação e assista um curso sobre inclusão social.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Eduarda Campopiano e Érika Hilton
Fonte da imagem: Reprodução

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Próximo envio em
23h
20m
45s

A deputada eleita Eduarda Campopiano virou alvo de uma Ação Civil Pública do Ministério Público de São Paulo (MPSP) por causa de um comentário sobre Érika Hilton nas redes sociais.

Após receber 1.956.238 votos nas eleições deste ano, Campopiano fez uma provocação para a parlamentar psolista:

“Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs”, afirmou.

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O que poderá acontecer com Eduarda Campopiano?

O MPSP está pedindo uma indenização de R$100 mil por danos morais coletivos e sociais e afirma que a publicação da parlamentar teria sido “transfóbica”.

Esse valor deverá ser enviado para o Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), que repassa para órgãos públicos e ONGs.

Além disso, Campopiano também deverá fazer uma retratação pública e assistir a um curso sobre inclusão social e combate à discriminação.

Na avaliação do órgão, a fala negou a “identidade de gênero” do parlamentar e também teria ultrapassado a esfera individual:

"O discurso que foi trazido pela ré caracteriza verdadeiro discurso de intolerância, ódio e menosprezo, que cria mais preconceitos e ressalta estereótipos".

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O que diz Eduarda Campopiano

Em nota, a equipe de Eduarda Campopiano afirmou que a postagem foi uma manifestação no contexto de debate público.

Além disso, seus advogados ainda não foram oficialmente notificados sobre o processo, mas ela deverá recorrer:

“Sobre a publicação mencionada, esclarecemos que se tratou de uma manifestação provocativa realizada no contexto de debate político nas redes sociais, sem qualquer intenção de promover discriminação, violência ou hostilidade a qualquer pessoa.

Eventuais questionamentos jurídicos acerca da publicação serão enfrentados pelos meios processuais adequados, com respeito às instituições e ao devido processo legal. Até o momento, contudo, o departamento jurídico não foi formalmente notificado e não teve acesso integral aos autos, razão pela qual não haverá manifestação específica sobre o mérito da representação antes do conhecimento de seu conteúdo.”

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