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Economia•5 min de leitura

“Imposto do pecado”: nova taxa do governo atinge cigarros, bebidas e carros poluentes

O novo tributo substitui o imposto antigo e começa a valer em fevereiro. Mas isso não quer dizer que os preços vão subir.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Copo de cerveja ao lado de cinzeiro com cigarros acesos
Fonte da imagem: —

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A partir de fevereiro, fumar, beber ou dirigir um carro que polui muito pode se tornar mais caro.

Isso porque o governo criou um imposto novo para isso, batizado de imposto do pecado, porque cobra mais de quem consome o que faz mal à saúde ou ao meio ambiente.

O nome oficial é Imposto Seletivo, e as regras foram divulgadas nesta quarta-feira (4).

O preço não sobe de uma vez, e esse é o ponto que pode gerar confusão.

O imposto novo não se soma ao que já existe, ele toma o lugar de outro imposto, o IPI, que deixa de incidir sobre esses mesmos produtos.

Por isso, uma cerveja não fica necessariamente 4,2% mais cara só porque esse é o novo imposto.

Segundo o governo, a conta foi ajustada para cobrar, no fim, um valor parecido com o que já era cobrado antes, para evitar uma mudança brusca no bolso do consumidor logo em 2027, enquanto o sistema muda.

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Quanto vai custar cada coisa

Refrigerante paga 2,6%. Cerveja, 4,2%. Vinho, 8%. Uísque e vodca, 24%.

O cigarro tem uma conta própria, de 66,7% mais R$3,50 fixos por maço.

Já o carro não tem um número fixo. Começa em 6,3% e varia conforme o quanto ele polui. Taxistas e pessoas com deficiência não pagam nada.

A lei brasileira dá 90 dias de prazo antes de cobrar qualquer imposto novo, e como a medida saiu agora a conta só começa a chegar em 2 de fevereiro.

Essas taxas valem só até o fim de 2027.

Depois disso, o governo pode subir o valor sem precisar seguir o que o IPI cobrava, com o objetivo declarado de reduzir ainda mais o consumo desses produtos. Para o próximo ano, a expectativa é arrecadar R$41,9 bilhões com o novo imposto.

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