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Economia•5 min de leitura

Pressionado pelo mercado, Lula reúne aliados e economistas de esquerda para discutir a economia

Guido Mantega estava na sala. Rafael Fonteles, cotado para a Fazenda, não. Segundo pessoas próximas ao presidente, a ausência foi proposital.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Lula, de chapéu, conversa com auxiliar durante reunião
Fonte da imagem: —

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Lula reuniu ministros e economistas no Palácio da Alvorada nesta quinta-feira (5). Foi a primeira conversa ampliada sobre economia desde a reeleição.

O encontro ocorreu um dia depois de o Banco Central interromper uma sequência de cinco cortes e manter a Selic em 13,75% ao ano.

Participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ex-ministro Fernando Haddad.

Também estiveram os ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o ex-ministro Guido Mantega.

Completavam a lista os economistas Laura Carvalho, professora da USP, e Eduardo Moreira, fundador do ICL.

Um nome ficou de fora: o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), um dos primeiros cotados para a Fazenda.

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Uma ausência calculada

Segundo interlocutores do presidente ouvidos pelo O Globo, deixar Fonteles de fora evitou especulações sobre sua indicação. Ao mesmo tempo, prestigiou Durigan, que tenta continuar no cargo.

Na avaliação dos auxiliares, a presença do governador poderia enfraquecer o ministro quando o governo discute medidas fiscais para este ano. Ao fim da reunião, ficou definido que só Durigan falaria oficialmente.

Pessoas próximas a Lula afirmam que ele não pretende dar pistas sobre a escolha antes do fim de novembro.

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O mercado cobra um plano

Na semana da eleição, o Ibovespa caiu quase 18%, a maior queda desde 2020. O dólar subiu 9,18%, a maior alta semanal em 18 anos.

Setores econômicos cobram um ajuste capaz de conter o crescimento da dívida pública. Nesta semana, Durigan recebeu aval de Lula para falar em “ajuste gradual” das contas.

No Congresso, o líder do governo, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o mercado não deve esperar que a equipe econômica “sacrifique as políticas sociais” por causa do “nervosismo” dos agentes financeiros.

“Não vai ter ajuste que comprometa a política social”.

Randolfe também defendeu manter o arcabouço fiscal como está. Segundo a Folha, porém, o governo estuda mudar a regra para reduzir permanentemente o limite de gastos quando houver congelamento do Orçamento.

A reunião foi só a primeira. Lula ainda deve ouvir economistas de diferentes linhas, banqueiros e empresários.

No domingo (8), fará o primeiro pronunciamento na TV desde a reeleição.

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