O Presidente afirmou que o consumo mudou e defendeu criar um programa de “educação de economia popular” para ensinar o controle de gastos.

Lula tentou explicar por que muitos brasileiros ainda sentem que tudo está caro, mesmo quando o governo afirma que os números melhoraram.
A resposta veio durante entrevista gravada exibida pela Record na noite do debate presidencial da Band, do qual o presidente não participou.
Questionado sobre a sensação de preço alto, Lula reconheceu que a pressão existe, sobretudo para os mais pobres.
“O juro está caro, a taxa Selic está alta, e quem paga muito caro por isso é o povo mais pobre que compra prestação”.
Em seguida, levou a explicação para a mudança no consumo. Segundo o presidente, hoje uma pessoa pega o celular, passa o dedo pela tela, vê uma propaganda e compra produtos baratos sem perceber o impacto acumulado no fim do mês.
“É R$5, R$15, R$20, e ele também vai comprando. Ele não se dá conta que tem que somar aquilo para saber, no fim do mês, quanto gastou que não estava previsto”.
Para Lula, o problema não está no consumo em si. Ele disse ser favorável que a população compre mais, mas defendeu que isso seja feito de acordo com a renda de cada família.
“O povo tem que consumir olhando quanto ganha”.
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O presidente também aproveitou a resposta para rebater opositores que usam o preço dos alimentos como crítica ao governo.
Sem citar nomes, falou em “adversário” que vai ao supermercado fazer “pirotecnia” com picanha.
Para Lula, a percepção de preço alto não seria explicada apenas pelos preços, mas também pesa a forma como as pessoas passaram a comprar.
“Está caro porque mudou o nosso hábito de comer, porque o juro está caro e porque a gente está comprando umas coisas”.
A proposta apresentada foi criar um programa de “educação de economia popular”, com educação financeira nas escolas.
“As pessoas têm que aprender. Porque, se as pessoas cuidarem disso, a gente vive bem”.
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