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Lula diz que sensação de preço alto vem do celular, dos juros e da falta de educação financeira

O Presidente afirmou que o consumo mudou e defendeu criar um programa de “educação de economia popular” para ensinar o controle de gastos.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Lula
Fonte da imagem: Divulgação

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Lula tentou explicar por que muitos brasileiros ainda sentem que tudo está caro, mesmo quando o governo afirma que os números melhoraram.

A resposta veio durante entrevista gravada exibida pela Record na noite do debate presidencial da Band, do qual o presidente não participou.

Questionado sobre a sensação de preço alto, Lula reconheceu que a pressão existe, sobretudo para os mais pobres.

“O juro está caro, a taxa Selic está alta, e quem paga muito caro por isso é o povo mais pobre que compra prestação”.

Em seguida, levou a explicação para a mudança no consumo. Segundo o presidente, hoje uma pessoa pega o celular, passa o dedo pela tela, vê uma propaganda e compra produtos baratos sem perceber o impacto acumulado no fim do mês.

“É R$5, R$15, R$20, e ele também vai comprando. Ele não se dá conta que tem que somar aquilo para saber, no fim do mês, quanto gastou que não estava previsto”.

Para Lula, o problema não está no consumo em si. Ele disse ser favorável que a população compre mais, mas defendeu que isso seja feito de acordo com a renda de cada família.

“O povo tem que consumir olhando quanto ganha”.

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Lula mira adversários que gravam em supermercado

O presidente também aproveitou a resposta para rebater opositores que usam o preço dos alimentos como crítica ao governo.

Sem citar nomes, falou em “adversário” que vai ao supermercado fazer “pirotecnia” com picanha.

Para Lula, a percepção de preço alto não seria explicada apenas pelos preços, mas também pesa a forma como as pessoas passaram a comprar.

“Está caro porque mudou o nosso hábito de comer, porque o juro está caro e porque a gente está comprando umas coisas”.

A proposta apresentada foi criar um programa de “educação de economia popular”, com educação financeira nas escolas.

“As pessoas têm que aprender. Porque, se as pessoas cuidarem disso, a gente vive bem”.

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