Política5 min de leitura

Entenda por que o Brasil retirou o embaixador da Argentina e o que isso significa

Relação entre os países enfrenta crise diplomática após troca de farpas entre Milei e o governo Lula.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Governo brasileiro não vai mandar embaixador de volta para a Argentina
Fonte da imagem: Agência Brasil

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Após semanas de trocas de farpas entre Javier Milei e o governo brasileiro, o Ministério das Relações Exteriores decidiu rebaixar as relações diplomáticas entre Brasil e Argentina

O embaixador Júlio Bitelli não retornará a Buenos Aires, ele havia sido convocado para consulta no final de julho.

Com isso, a relação entre os dois países passará a funcionar no nível de encarregados de negócios.

A decisão foi comunicada por escrito ao embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, que recebeu uma nota de protesto do Itamaraty. 

Segundo fontes diplomáticas, as declarações de Milei demonstrariam que não há disposição de restaurar a relação.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a normalização das relações dependerá de uma mudança de postura do presidente argentino

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O que muda na prática?

Apesar da decisão representar um endurecimento da crise diplomática, ela não significa o rompimento das relações entre Brasil e Argentina.

Na prática, os dois países deixam de manter embaixadores em exercício e passam a conduzir a relação por meio de encarregados de negócios

Esse cargo é ocupado por diplomatas responsáveis por manter o funcionamento cotidiano das embaixadas.

Isso significa que os serviços consulares continuam funcionando normalmente, assim como o atendimento a cidadãos brasileiros e argentinos

Também permanecem em andamento assuntos administrativos e diplomáticos de rotina.

A principal mudança acontece no nível político da relação. A ausência dos embaixadores reduz o diálogo entre os governos e sinaliza um momento de forte desgaste diplomático.

No caso brasileiro, a embaixada em Buenos Aires ficará sob responsabilidade do ministro-conselheiro Eduardo Uziel até que a situação seja revista.

Já em relação ao representante argentino em Brasília, diplomatas brasileiros afirmaram que Daniel Raimondi não deve permanecer no Brasil após o rebaixamento das relações

O governo, porém, destacou que isso não configura uma expulsão formal do diplomata, apenas é parte dos efeitos esperados da mudança no nível da representação diplomática.

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