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Ministro do STF diz reconhecer injustiça e muda posição sobre 8 de janeiro

Luiz Fux afirma que mudar de posição é “ato de consciência, não de fraqueza”.

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Redação Brasil Paralelo
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Escultura "A Justiça" símbolo do STF.
Fonte da imagem: Escultura "A Justiça" símbolo do STF. Foto: Gustavo Moreno/STF.

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (21) que cometeu “injustiças” em julgamentos de réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, data marcada pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Durante a sessão da Primeira Turma, Fux declarou que reviu seu entendimento e passará a votar pela absolvição dos acusados no chamado núcleo 4, grupo apontado como responsável pela disseminação de desinformação e incentivo ao movimento considerado golpista.

“Meu entendimento anterior, embora amparado pela lógica da urgência, incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não me permitiam sustentar”, afirmou o ministro.

Segundo Fux, sua mudança não representa “fragilidade de propósito”, mas uma reafirmação do compromisso com o Estado de Direito.

“O magistrado não deve buscar a coerência no erro. Não há demérito algum em mudar de posição quando se reconhece o próprio equívoco”, completou.

O voto de Fux indica absolvição dos réus pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e danos qualificados pelos atos de 8 de janeiro. 

Ele foi o único integrante da Primeira Turma a se manifestar pela absolvição em grande parte dos crimes atribuídos aos investigados, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que integra o núcleo julgado nesta fase.

O ministro destacou que a tipificação usada nos primeiros julgamentos não deve ser aplicada de forma automática a todos os réus, defendendo uma análise individualizada das condutas.

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