Joia com 673 diamantes está avaliada em cerca de 4 milhões de euros e integrava mostra da joalheria francesa.

Era um dia normal de visitação no Museu de Artes Aplicadas de Viena. Até dois homens vestidos com roupas escuras quebrarem uma vitrine de vidro, pegarem uma joia e saírem andando.
O colar tem 673 diamantes e ultrapassa os 200 quilates. Avaliado em cerca de 4 milhões de euros, era uma das peças em exposição desde junho, parte de uma mostra com mais de 300 objetos da joalheria francesa Van Cleef & Arpels.
O museu não confirmou oficialmente qual peça foi levada, mas as características divulgadas pela polícia e pela imprensa austríaca coincidem com as de um colar específico: o que pertenceu à rainha Nazli do Egito.
Nazli Sabri foi rainha como mulher do rei Fuad I e mãe do rei Farouk. Em 1939, usou o colar no casamento da própria filha, a princesa Fawzia, com Mohammad Reza Pahlavi, então príncipe herdeiro do Irã.
Pahlavi assumiria o trono iraniano dois anos depois. Se tornaria o último xá do país, governando até a Revolução Islâmica de 1979.
Entenda como o Irã deixou de ser uma monarquia no vídeo abaixo:
Décadas depois daquele casamento real, o colar reapareceu, agora no mercado de arte.
Em 2015, foi vendido em um leilão da Sotheby's, em Nova York, por aproximadamente R$22,36 milhões. De lá, seguiu até a vitrine do museu em Viena, onde ficarou exposto até o momento do roubo.
A ação foi rápida e direta. Os dois homens quebraram o vidro da vitrine, pegaram a peça e fugiram, tudo em pleno horário de funcionamento do museu.
Ninguém ficou ferido. A polícia austríaca informou que procura os dois suspeitos, ainda não identificados, descritos apenas por estarem vestidos com roupas escuras.
O caso acontece na mesma semana em que outro museu, na Espanha, foi alvo de um roubo relâmpago: um tesouro de ouro de 3 mil anos foi levado em apenas 4 minutos.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.