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Mundo5 min de leitura

África contra a ideologia de gênero: 20 governos do continente apoiam carta em defesa da família

Documento acusa o ocidente de colonialismo ideológico ao tentar forçar pautas woke na região.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
20 países africanos apoiam carta contra aborto e ideologia de gênero
Fonte da imagem: The Catholic Herald

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Países do continente africano reforçaram sua posição em defesa de valores tradicionais através do apoio ao rascunho da Carta Africana sobre a Família, Soberania e Valores.

O documento reafirma a soberania das nações para definir suas próprias políticas sobre temas polêmicos apesar da pressão ocidental. Entre os assuntos abordados estiveram:

  • casamento;

  • aborto;

  • agricultura;

  • recursos naturais

A Carta foi formalmente apoiada por 20 países durante uma conferência realizada em Acra, capital de Gana

O texto é resultado de uma série de conferências interparlamentares realizadas entre 2023 e 2025, em Uganda, e representa uma tentativa de levar essas propostas à União Africana.

A carta está dividindo o continente. A África do Sul recusou apoiar o texto, afirmando que parte das determinações violam sua Constituição. Moçambique também não aderiu.

  • O experimento com crianças conduzido por um dos principais nomes da ideologia de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

O que diz a carta?

O documento define o casamento como a união entre homem e mulher, além de afirmar que a família constitui a unidade natural e fundamental da sociedade.

O texto também pede que os governos identifiquem e revoguem leis consideradas prejudiciais à família.

Entre seus principais pontos, a Carta:

  • afirma que "não existe um direito internacional ao aborto";

  • rejeita a legalização da prostituição;

  • rejeita a promoção da ideologia de gênero;

  • rejeita a promoção de direitos sexuais considerados controversos para menores;

  • defende que pais tenham prioridade na educação, saúde e formação moral dos filhos;

  • propõe a criação de um comitê permanente na União Africana para acompanhar a implementação do documento.

O texto ainda não foi aprovado, ele deverá ser apresentado à Assembleia da União Africana para que ele seja analisado pelos 55 Estados membros.

Enquanto isso, o texto permanece como uma declaração política apoiada por governos de 20 países.

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Combate ao "colonialismo cultural"

Um dos principais argumentos para a existência do documento é combater o que seus apoiadores chamam de "colonialismo ideológico" ou "colonialismo cultural".

Governos e organizações ocidentais utilizam ajuda internacional, relações comerciais e acordos multilaterais para pressionar países africanos a adotarem políticas rejeitadas por suas populações.

Essa posição também aparece em declarações recentes do cardeal guineense Robert Sarah. 

Em discurso no Parlamento Europeu, ele acusou a União Europeia de promover um "neocolonialismo" cultural e econômico.

Os meios para isso seriam o uso de linguagem ambígua em tratados internacionais e condicionar ajuda humanitária e relações comerciais à adoção de pautas do tipo:

Não se pode fazer a dignidade dos pobres depender da aceitação a uma agenda cultural definida em outro continente”, afirmou o religioso.

A própria ideia de gênero é uma criação que vem do mundo ocidental, mais especificamente dos EUA.

O primeiro intelectual de relevância a utilizar o termo para separar o sexo biológico do papel social de uma pessoa foi John Money.

Após isso, o conceito se desenvolveu principalmente dentro das universidades americanas.

Na década de 1950, John Money estudava na Universidade John Hopkins quando criou o termo.

Ele defendia que o sexo biológico não determinava a forma como uma pessoa se identificava, mas sim a socialização a partir dos primeiros meses de vida.

O experimento polêmico de John Money

Essa tese o levou a realizar um de seus experimentos mais polêmicos, o caso dos irmãos Reimer.

Um dos principais problemas para sua teoria dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.

O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.

Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.

A experiência é catalogada como um sucesso, mas a verdade é bem mais sombria. Cabe ao pesquisador e rival de John Money, Dr. Milton Diamond expôr o que realmente aconteceu.

Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

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