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Cultura5 min de leitura

Diretor de Matrix acusa fãs de Harry Potter de apoiarem um “genocídio contra pessoas trans”

Fala do cineasta veio após críticas contra fundo de defesa às mulheres criado por J.K. Rowling .

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Diretor de matrix disse que fãs de harry Potter apiam genocídio
Fonte da imagem: Reprodução

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O mundo da cultura pop se abalou após uma polêmica colocar os fãs do clássico Matrix em rota de colisão com a nova série de Harry Potter

Lilly Wachowski, cineasta por trás da trilogia dos anos 1990, acusou J. K. Rolling de praticar o que chamou de “genocídio contra pessoas trans”:

"Ela está financiando o genocídio contra pessoas trans. J.K. Rowling financia o genocídio contra pessoas trans, ponto final. Portanto, se você apoia Harry Potter, está apoiando o genocídio contra pessoas trans".

Antes de usar o nome Lilly, o produtor era conhecido como Larry Wachowski. Ele passou a pedir a troca em 2016, oito anos após seu irmão Andy ter passado pelo mesmo processo.

J.K. Rowling criou um fundo com seu nome para apoiar a luta para preservar o espaço das mulheres em áreas profissionais, esportes e até uso do banheiro.

  • O experimento com crianças conduzido por um dos principais nomes da teoria de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer abaixo:

Quem assiste Harry Potter é genocida?

O diretor de Matrix também acusou as pessoas que assistirem à nova produção da HBO sobre o bruxo de estar patrocinando isso:

"O dinheiro que você gasta para desfrutar desses produtos, uma parte desse dinheiro vai para J.K. Rowling, e esse dinheiro é usado por ela para financiar legislação antitrans em todo o mundo. (...) Portanto, o fato de você gostar desses programas e continuar apoiando-os está contribuindo para a minha eliminação".

Questionado sobre Elon Musk após essa fala, o diretor disse que "essas pessoas são nazistas. São nazistas de verdade".

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J.K. Rolling responde pedido de boicote

Após essa entrevista, uma representante da J.K. Rollan divulgou uma nota em defesa da liberdade de expressão.

Além disso, o posicionamento também reforça o papel da organização de J.K. Rolling e seu impacto social:

"A liberdade de expressão é um princípio que todos devemos valorizar. O que importa é que as opiniões de J.K. Rowling, assim como as de qualquer outra pessoa, sejam representadas de forma precisa, justa e respeitosa, e que a opinião individual não diminua o valor dessas visões.

Para corrigir Lilly Wachowski, por meio do Fundo das Mulheres de J.K. Rowling, J.K. Rowling apoia as mulheres que movem ações judiciais no Reino Unido para preservar seus direitos já estabelecidos pela Lei da Igualdade de 2010, que muitas vezes são ignorados ou ameaçados. Ela não apoia ações judiciais que visem prejudicar pessoas trans nem esforços para limitar os direitos trans.

As pessoas têm liberdade para discordar de suas opiniões, mas alegações gravemente difamatórias dessa natureza — mesmo aquelas que invocam de forma ultrajante os nazistas e o genocídio que cometeram — nunca devem ser apresentadas como fatos quando são claramente inventadas e não se baseiam em nenhuma evidência."

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