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Investidores pressionam Nike a se esclarecer sobre financiamento a troca de sexo para menores

Fundo bilionário destaca risco de consequências jurídicas por apoio a procedimentos.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Investifores cobram a nike a não financiar troca de sexo em crianças
Fonte da imagem: Reprodução

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A Nike, está sendo pressionada para se esclarecer sobre o financiamento de cirurgias para transição de sexo em crianças e adolescentes através do plano de saúde oferecido a seus funcionários.

Por anos, a empresa figurou entre as companhias com pontuação máxima no Índice de Igualdade Corporativa da ONG Human Rights Campaign (HRC). 

Segundo o grupo Inspire Investing, uma pontuação máxima no índice pode indicar que a empresa oferece cobertura para cirurgias de transição de sexo em menores de idade.

A Inspire Investing, administra R$27 bilhões em ativos e reúne uma coalizão que inclui a Convenção Batista do Sul e o estado de Nebraska

O grupo já enviou cartas a 242 grandes empregadores americanos solicitando que informem se seus planos de saúde cobrem cirurgias de transição de gênero para menores de idade.

Segundo a Inspire, o Walmart e a Charles Schwab já declararam que não oferecessem cirurgias para troca de sexo para menores em seus planos de saúde.

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Ex-jogadora de futebol faz discurso durante assembleia

Para defender a proposta durante a assembleia, a Inspire convidou Sophia Lorey, ex-jogadora universitária de futebol na Vanguard University.

Ela é uma das principais vozes contra trans em esportes femininos na Califórnia e faz parte da California Family Council, organização que defende os valores familiares.

Em seu discurso, ela afirma que campanhas da Nike voltadas ao esporte feminino entram em contradição com o apoio da empresa a organizações que defendem atletas trans em competições femininas.

Grupo fala em riscos jurídicos

Na assembleia anual da Nike, os investidores apresentaram uma proposta pedindo que a empresa reavalie os riscos associados às suas políticas e às suas parcerias institucionais.

Segundo a Inspire, a preocupação vai além de questões sociais e de valores conservadores de seus membros

O grupo argumenta que empresas que cobrem cirurgias de transição de gênero para menores podem enfrentar riscos regulatórios, processos judiciais e danos à reputação.

Essas consequências podem ser reforçadas pelo fato de que esse tipo de procedimento já foi restringido em mais da metade dos estados americanos.

"Consideramos que este é um tema importante, pois há riscos regulatórios, legais e financeiros. Acreditamos que os acionistas têm direito à transparência", afirmou Tim Schwarzenberger, diretor de engajamento corporativo da Inspire.

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Conheça o experimento que ajudou a consolidar a teoria de gênero

Um dos primeiros experimentos sobre transição de gênero em menores foi realizado pelo médico John Money. Em 1967 um bebê recém nascido perdeu o pênis durante um procedimento de circuncisão. 

Desesperados, os pais procuraram o doutor, que falou para que eles criassem a criança como se fosse uma menina

Enquanto isso, o irmão gêmeo do bebê vivia uma infância normal, servindo como uma espécie de grupo controle para o experimento.

Durante décadas, o caso foi tratado como um grande sucesso, com base nos relatórios de John Money, no entanto, a verdade era muito diferente.

Essa história real inspirou o novo filme original da Brasil Paralelo, O menino que se chamava Brenda.

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