Fundo bilionário destaca risco de consequências jurídicas por apoio a procedimentos.

A Nike, está sendo pressionada para se esclarecer sobre o financiamento de cirurgias para transição de sexo em crianças e adolescentes através do plano de saúde oferecido a seus funcionários.
Por anos, a empresa figurou entre as companhias com pontuação máxima no Índice de Igualdade Corporativa da ONG Human Rights Campaign (HRC).
Segundo o grupo Inspire Investing, uma pontuação máxima no índice pode indicar que a empresa oferece cobertura para cirurgias de transição de sexo em menores de idade.
A Inspire Investing, administra R$27 bilhões em ativos e reúne uma coalizão que inclui a Convenção Batista do Sul e o estado de Nebraska.
O grupo já enviou cartas a 242 grandes empregadores americanos solicitando que informem se seus planos de saúde cobrem cirurgias de transição de gênero para menores de idade.
Segundo a Inspire, o Walmart e a Charles Schwab já declararam que não oferecessem cirurgias para troca de sexo para menores em seus planos de saúde.
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Para defender a proposta durante a assembleia, a Inspire convidou Sophia Lorey, ex-jogadora universitária de futebol na Vanguard University.
Ela é uma das principais vozes contra trans em esportes femininos na Califórnia e faz parte da California Family Council, organização que defende os valores familiares.
Em seu discurso, ela afirma que campanhas da Nike voltadas ao esporte feminino entram em contradição com o apoio da empresa a organizações que defendem atletas trans em competições femininas.
Na assembleia anual da Nike, os investidores apresentaram uma proposta pedindo que a empresa reavalie os riscos associados às suas políticas e às suas parcerias institucionais.
Segundo a Inspire, a preocupação vai além de questões sociais e de valores conservadores de seus membros.
O grupo argumenta que empresas que cobrem cirurgias de transição de gênero para menores podem enfrentar riscos regulatórios, processos judiciais e danos à reputação.
Essas consequências podem ser reforçadas pelo fato de que esse tipo de procedimento já foi restringido em mais da metade dos estados americanos.
"Consideramos que este é um tema importante, pois há riscos regulatórios, legais e financeiros. Acreditamos que os acionistas têm direito à transparência", afirmou Tim Schwarzenberger, diretor de engajamento corporativo da Inspire.
Um dos primeiros experimentos sobre transição de gênero em menores foi realizado pelo médico John Money. Em 1967 um bebê recém nascido perdeu o pênis durante um procedimento de circuncisão.
Desesperados, os pais procuraram o doutor, que falou para que eles criassem a criança como se fosse uma menina.
Enquanto isso, o irmão gêmeo do bebê vivia uma infância normal, servindo como uma espécie de grupo controle para o experimento.
Durante décadas, o caso foi tratado como um grande sucesso, com base nos relatórios de John Money, no entanto, a verdade era muito diferente.
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