Google corta o financiamento de 58 organizações “woke”
Empresa já tinha acabado com metas de contratação baseadas na diversidade.

A Google retirou 58 organizações relacionadas à agenda de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) de sua lista de financiamento
A revelação vem de um relatório da organização Tech Transparency Project (TTP), que analisou a lista de contribuições do departamento de Assuntos Governamentais e Políticas Públicas da empresa.
No total, 214 grupos foram removidos da lista de contribuições do Google, enquanto apenas 101 novos foram incluídos.
A maioria dos eliminados justifica sua missão usando termos como:
- “diversidade”,
- “equidade”,
- “inclusão”,
- “raça”,
- “ativismo” e
- “mulheres”.
Entre os grupos que perderam o financiamento estavam:
- African American Community Service Agency, que busca "empoderar todas as comunidades negras e historicamente excluídas";
- Latino Leadership Alliance, dedicada à "equidade racial que afeta a comunidade latina"; e
- Enroot, que cria experiências extracurriculares para crianças imigrantes.
A empresa não explicou por que esses grupos foram excluídos da lista pública, embora afirme que continua financiando organizações de todo o espectro político.
O porta-voz da Google, José Castañeda, explicou à CNBC que a empresa busca grupos com o maior impacto possível.
"Contribuímos para centenas de grupos de todo o espectro político que defendem políticas pró-inovação, e esses grupos mudam de ano para ano com base em onde nossas contribuições terão maior impacto."
Segundo a CNBC, a redução do financiamento na área social faz parte dos esforços da Google para redirecionar verba para o desenvolvimento de Inteligência Artificial.
Google já havia deixado políticas de contratação inclusivas
Não foi a primeira vez que a gigante em tecnologia cortou medidas DEI este ano.
Em fevereiro, a empresa já havia anunciado o fim de sua política de diversidade para novas contratações.
Segundo o Wall Street Journal, a diretora de recursos humanos da Google, Fiona Cicconi, enviou um e-mail para os funcionários explicando o fim das metas de contratação inclusivas:
“Em 2020, estabelecemos metas ambiciosas de contratação e nos concentramos em expandir nossos escritórios fora da Califórnia e de Nova York para melhorar a representatividade… Mas, no futuro, não teremos mais essas metas”.
A Google não foi a única grande empresa a abandonar medidas consideradas progressistas.
Ao longo do ano passado outras gigantes do mercado americano anunciaram mudanças parecidas, como:
Não foram apenas empresas privadas, Trump acabou com contratações baseadas em diversidade para órgãos públicos assim que assumiu posse como presidente
Mesmo antes da medida, agências de governo, como o FBI, e instituições de ensino, como a Universidade de Michigan, já haviam abandonado políticas do tipo.
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