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Eleições Alemãs: conservadores vencem, direita cresce e sociais-democratas sofrem derrota histórica

Direita nacionalista alemã fica em segundo lugar, fato inédito desde a Segunda Guerra Mundial

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Conservadores vencem eleições alemãs
Fonte da imagem: Imagem: Site EuroDicas

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Alemães foram às urnas neste domingo, 23 de fevereiro, para escolher os representantes do parlamento.

Com a maioria dos votos, o bloco União Democrata-Cristã e União Social Cristã (CDU/CSU) foi o vencedor das eleições.

O partido conservador, liderado por Friedrich Merz, recebeu 28,5% dos votos dos alemães. Em seguida ficaram:

  • O partido de direita nacionalista Alternativa para a Alemanha (AfD), com 20,7% dos votos;
  • O partido Social-Democrata (SPD), do atual chanceler Olaf Scholz, com 16,5% dos votos;
  • Os verdes, um partido ambientalista que tende ao centro-esquerda, com 11,7% dos votos;
  • O partido A Esquerda, com 8,7% dos votos.

Vitoriosos, os conservadores alemães afirmaram que já nesta segunda-feira começarão a formar um governo e que devem finalizar esse processo antes da Páscoa.

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Merz é o nome favorito para o cargo de chanceler da Alemanha.

  • Nas eleições alemãs, o povo é responsável por eleger os integrantes do Bundestag, o parlamento, que é composto por 630 cadeiras. São eles que escolhem o novo Chanceler.

Além de Friedrich Merz, outros três nomes concorrem para serem o próximo chefe de estado alemão:

  • Olaf Scholz, atual Chanceler, do Partido de centro-Esquerda Social-Democrata;
  • Robert Habeck, atual vice-chanceler, do Partido ambientalista Verde;
  • Alice Weidel, do partido Alternativa para a Alemanha (AfD).

O partido vitorioso buscará formar uma coalizão para garantir a estabilidade governamental.

Entre as possibilidades de coalizão, a mais indicada é que o partido de Merz forme uma aliança com os Sociais Democratas de Olaf Scholz, já que, segundo a agência Reuters, tanto a AfD quanto o partido A Esquerda garantiram um terço do parlamento.

O resultado é suficiente para bloquear mudanças constitucionais propostas por ambos os partidos.

Segundo Jens Spahn, membro sênior do CDU, as negociações devem começar em breve:

"Do nosso ponto de vista, (as negociações) podem começar muito, muito rapidamente".

As eleições alemãs foram adiantadas depois de um colapso da coalizão dos partidos que sustentavam o governo de Scholz, em novembro de 2024.

Os partidos pertencentes à Aliança Sahra Wagenknecht e o Partido Democrático Livre, integrantes da coalizão que colapsou, não atingiram o número de votos necessários e não terão cadeiras no parlamento alemão.

Crescimento da direita na Alemanha

Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, um partido de direita ficou em segundo lugar nas eleições alemãs. 

A líder do partido, Alice Weidel, afirmou que consideraria uma “fraude eleitoral” se o partido conservador escolhesse uma aliança com partidos de esquerda em vez deles.

Weidel, em seu discurso pós-eleição, disse que é questão de tempo até chegarem ao poder:

"Da próxima vez, ficaremos em primeiro lugar".

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