Um ataque a Nikolas Ferreira
O historiador afirma que Nikolas “não deveria ser ninguém” no cenário político e o descreve como uma figura “desprezível, rasteira e abominável”.
Bueno questiona a legitimidade de sua projeção nacional, relativiza os mais de 1,4 milhão de votos recebidos em 2022 e diz que ele “vai para a lata de lixo da história”, onde seria lembrado apenas como parte do que chama de “substrato mais baixo” da política brasileira.
Ao comentar a origem do deputado na comunidade Pai Tomás, em Belo Horizonte, Bueno associa o nome do bairro ao romance A Cabana do Pai Tomás (1852), de Harriet Beecher Stowe, obra que teve papel relevante no movimento abolicionista.
Ele sugere que o deputado não teria assimilado o significado histórico nem simbólico do nome “Pai Tomás” e que sua atuação política estaria ligada a uma forma de cristianismo que reforça obediência, hierarquia e intolerância.
Não é o primeiro caso
Nas redes sociais as pessoas lembraram que Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, havia anteriormente comemorado a morte do ativista político Charlie Kirk:
“Esse ‘professor’ acaba de falar que quase 30%, 47 milhões de brasileiros, não deveriam votar. Cade o STF ou o TSE dizendo que isso é um ataque a democracia? Ah, e vale lembrar: é o mesmo sujeito que comemorou a m0rte de Charlie Kirk…”, disse a comentarista política Marina Helena.
O vereador de Porto Alegre, Alexandre Bodara, também se manifestou apontando para o preconceito religioso:
“Peninha volta a atacar, agora de forma aberta e nojenta, os cristãos. Em um vídeo tomado por ódio, afirma que eles não deveriam votar. É desprezo escancarado pela fé de milhões de brasileiros e tentativa explícita de calar quem não se submete ao seu pensamento.”, publicou em seu X.
Até o momento, Nikolas Ferreira não se manifestou sobre o caso. Mas existe uma forma para você garantir que seja atualizado quando ele se manifestar: o Resumo BP.
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