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Internacional
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Ela perdoou o assassino de seu próprio filho

“Eu precisava seguir em frente e não queria ser consumida pelo luto”, disse mãe do jovem que foi morto com um único soco.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
23/1/2026 12:34
The Times

A realidade de uma mãe foi destruída em uma calçada na Inglaterra. Seu filho James, um fisioterapeuta de 28 anos, foi vítima de um "soco fatal" desferido por Jacob Dunne, um jovem que ele sequer conhecia.

Jacob foi condenado por homicídio culposo. Mas a sentença de 30 meses de prisão foi absurda para Joan Scourfield, a mãe do jovem assassinado:

"As pessoas recebiam penas maiores por roubar uma televisão. Eu achava que a vida do meu filho valia maisque justiça James teve?", disse Joan.

Como James morreu com um único soco?

Aquela tinha tudo para ser uma noite muito especial para James. Ele era fã de críquete e a seleção do seu país iria jogar na pequena cidade do interior em que morava.

Imagine a cena: um estádio lotado, as risadas e o entusiasmo transbordando nas fantasias de pirata de seu time favorito, antes mesmo do primeiro arremesso.

Mas o destino decidiu mudar o roteiro no balcão de um bar. Um dos chapéus de pirata foi roubado por um estranho embriagado num bar em que James foi após o jogo.

Uma briga sem sentido começa e, de repente, o soco. Um único golpe deu fim à festa. Nove dias depois, o hospital confirmava o que o coração de sua mãe já temia: o traumatismo craniano era irreversível. James se fora.

A história poderia parar por aqui, num final seco de uma notícia criminal. Mas a vida tem desvios que nem a ficção ousaria criar.

O caminho do perdão: de assassino a amigo

Os primeiros meses sem o filho se passaram. O que você faria com esse vazio? Joan não aceitou o silêncio das sentenças judiciais. Ela queria o que os tribunais não oferecem: o "porquê".

Foi então que ela recorreu à chamada "Justiça Restaurativa", uma iniciativa na Inglaterra que permite a comunicação entre a vítima e o agressor.

As primeiras cartas cruzaram os muros da prisão onde Jacob cumpria sua pena. 30 meses depois, os primeiros encontros face a face. E então, o impensável aconteceu. Enquanto o ódio era esperado, uma ponte foi erguida.

"Eu só tinha visto a foto policial, então eu esperava que entrasse uma pessoa má, mas quem entrou na sala foi um jovem vulnerável", afirmou.

Em uma entrevista à BBC, ela contou que Dunne ficou surpreso quando ela perguntou o que ele pretendia fazer da própria vida.

"Eu não queria essa porta giratória, com ele entrando e saindo da prisão, ficando cada vez pior. E talvez fazer com que outras famílias passem pelo que eu estou passando. Eu me importava com ele porque queria que ele parasse com a violência", disse Joan.

Hoje, 14 anos depois, a mãe e o agressor se sentam juntos para tomar café. Ela o descreve como um amigo. Parece absurdo, não parece?

A motivação do perdão

Joan costuma esclarecer que, embora o perdão seja um pilar da tradição cristã, sua motivação não foi a religião, mas a necessidade de sobreviver ao luto:

"É fora do comum, sim, mas eu precisava seguir em frente e não queria ser consumida pelo luto. Este é o meu caminho, tentar tirar algo de bom disso".
Nottingham Playhouse / Reprodução

A história de redenção que se tornou um espetáculo de teatro

Dunne concluiu um curso de criminologia e publicou o livro “O Certo do Errado: Minha História de Culpa e Redenção”.

A obra foi adaptada para uma peça de teatro intitulada “Punch”. E hoje, sua história de perdão diante de uma tragédia devastadora transformou-se em um espetáculo com ingressos esgotados, tanto em Londres quanto em Nova York.

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