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História5 min de leitura

O bolsinho do imperador: Dom Pedro II financiou intelectuais e artistas durante o Brasil Império

Pintores, músicos, médicos e instituições científicas receberam apoio durante o Segundo Reinado.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Dom Pedro II
Fonte da imagem: Reprodução

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Dom Pedro II passou 49 anos sem aceitar reajustes na verba destinada à Casa Imperial.

Parte do dinheiro que administrava pessoalmente era usada para financiar estudantes, artistas, intelectuais e instituições científicas.

O historiador José Murilo de Carvalho chamou esse tipo de gasto de “bolsinho do imperador”.

E alguns dos nomes ajudados por ele entrariam para a história brasileira.

Da pintura à ópera

Pedro Américo recebeu uma bolsa para estudar pintura na França.

Anos depois, Almeida Júnior também teve seus estudos em Paris financiados pelo imperador. Carlos Gomes seguiu caminho parecido.

Depois de se destacar no Conservatório do Rio de Janeiro, recebeu apoio para continuar os estudos em Milão. Foi na Itália que sua carreira ganhou projeção internacional.

Mais tarde, O Guarani seria apresentado no Teatro alla Scala.

O “bolsinho” também ajudou a formar uma médica

O apoio não ficou restrito às artes. Maria Augusta Generoso Estrela estudava medicina nos Estados Unidos quando passou a enfrentar dificuldades para continuar o curso.

Em 1878, Dom Pedro II concedeu a ela uma pensão anual.

Maria Augusta se formou em 1881 no New York Medical College and Hospital for Women. Depois, voltou ao Brasil e revalidou o diploma.

Ela se tornou a primeira brasileira a se formar em medicina.

Dom Pedro II apoiou instituições ligadas à pesquisa e à memória nacional.

No IHGB, ajudou a ampliar acervos e manteve forte relação com o instituto. Sua biblioteca e a de Teresa Cristina também deixaram coleções importantes para a instituição.

Na França, contribuiu financeiramente para a criação do Instituto Pasteur, que ainda registra o imperador entre seus benfeitores.

Depois da Guerra do Paraguai, chegou a recusar uma estátua em sua homenagem e preferiu que o dinheiro fosse destinado à construção de escolas.

O “bolsinho do imperador” ajuda a enxergar um lado do Segundo Reinado que vai além das guerras e disputas políticas.

É esse Brasil que aparece na Coleção Brasil: A Última Cruzada.

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