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Condenado por “guerra contra Deus”: Irã executou suspeito de espionagem para o Mossad

Está é a terceira execução de suspeitos de espionagem nos últimos 10 dias.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
homem preparando a forca para execução no Irã
Fonte da imagem: Iran Wire

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O Irã executou um prisioneiro condenado por cooperação com o Mossad. Segundo o Judiciário do país, Mohammad Amin Mahdavi Shayesteh liderava uma "rede cibernética" sob a direção de Israel.

Ele foi enforcado na terceira execução desse tipo desde o início do conflito com Israel, há dez dias

O que fazia o espião executado e as acusações do Irã

A agência de notícias Mizan, ligada ao Judiciário iraniano, alega que Mohammad Amin Mahdavi Shayesteh liderava uma rede de "operações psicológicas e midiáticas no Irã".

Eles teriam divulgado mensagens atacando as Forças Armadas iranianas e outras instituições em redes sociais e plataformas de mensagens, tudo sob ordens do Mossad. 

A mídia iraniana destacou a ligação do espião com o canal Iran International, um veículo opositor ao regime dos aiatolás, que transmite em persa a partir de Londres.

O canal de comunicação foi declarado formalmente como um grupo terrorista pela República Islâmica em 2022

A Justiça iraniana classifica a colaboração e espionagem a serviço de Israel como crimes gravíssimos, enquadrados como "guerra contra Deus" e "disseminação da corrupção na Terra".

Análises de dispositivos eletrônicos de Shayesteh teriam revelado troca de mensagens com o Mossad, com instruções para coletar e transmitir informações sensíveis e confidenciais de segurança nacional

Isso incluiria a localização de locais estratégicos, detalhes de indivíduos específicos e missões organizacionais internas.

A caça aos espiões: execuções e centenas de prisões

A execução de Shayesteh se soma a outras duas recentes. No domingo (22), Majid Mosayebi também foi enforcado sob a acusação de ser agente do Mossad

Essa onda de execuções acontecem enquanto as autoridades iranianas intensificam uma operação de segurança para prender supostos colaboradores do Mossad em seu território. 

Desde o início da ofensiva militar de Israel centenas de prisões foram realizadas em todo o Irã, gerando alarme em grupos de direitos humanos como a Anistia Internacional.

O chefe do Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, determinou que os processos contra espiões de  Israel sejam conduzidos com "maior rapidez", "em conformidade com a lei e levando em conta as condições de guerra".

Autoridades iranianas afirmam que o país está lutando em uma "segunda frente" contra agentes israelenses secretos e colaboradores

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