Brasil no Conselho de Segurança da ONU? Conheça a polêmica ligada à Segunda Guerra Mundial
Roosevelt prometeu um assento permanente para o país, mas a Inglaterra e os EUA barraram a possibilidade.

Durante seu discurso de abertura na Assembleia da ONU, Lula aproveitou para criticar o Conselho de Segurança da organização:
“Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel. Em 1946, já na primeira sessão desta Assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez.”
O órgão é um dos mais importantes sendo o único capaz de aprovar o uso da força caso avalie que sanções não consegue solucionar um problema específico.
Como a ONU não possuí um exército, o Conselho pode autorizar a ação de Estados Membro ou solicitar tropas para missões de paz.
No entanto, esse poder raramente é utilizado, já que para isso seria necessária uma aprovação de ao menos 9 dos 15 países membros.
Além disso, existem cinco nações com assentos permanentes no conselho que podem vetar qualquer decisão, sendo elas:
EUA;
Rússia;
China;
Inglaterra;
França.
O Brasil quase foi um desses países, mas não chegou à posição por conta de mudanças no sistema internacional e pela Guerra Fria.
Conheça a história da ONU para além do que a mídia costuma mostrar com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:
A promessa americana que nunca foi cumprida
Dividido entre o apoio aos EUA e ao Reich, Vargas chegou a ter encontros diretos com o presidente Franklin Delano Roosevelt.
Além do apoio a iniciativas do governo brasileiro e à reorganização de suas Forças Armadas, o americano também ofereceu um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Vargas tinha muito interesse em fazer parte desse grupo seleto, já que o Brasil deixou a Liga das Nações anos antes por não ter um assento permanente no Conselho da Organização.
O país escolheu os aliados. Enviou a FEB para a Europa, forneceu matérias primas em um esforço que custou a vida de aproximadamente 30 mil “soldados da borracha” e abrigou a base aérea mais movimentada do mundo em Natal.
No entanto, não conseguiu seu lugar no Conselho. Mesmo com o apoio americano, a participação foi barrada pela URSS e pela Inglaterra.
Enfraquecido pela guerra, o Reino Unido deixava de ser a potência hegemônica e assistia o poder mundial deixar a Europa.
Ao mesmo tempo, o regime socialista de Stalin tentava aumentar sua importância ao máximo para fazer frente ao poder americano.
Ambos temiam perder espaço para a influência dos EUA com um assento permanente do Brasil, já que viam os dois países como aliados.
Saiba mais sobre a entrada no Brasil na guerra em um especial da Brasil Paralelo com Silvio Navarro. Assista completo abaixo:
Alguns historiadores alegam que a questão também justificaria o Brasil abrir a Assembleia Geral todos os anos.
Isso seria uma espécie de prêmio de consolação, o país teria se tornado o primeiro entre os comuns, recebendo certo destaque.
![[LEAD] BOX BUC](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2Fd6949a0a-25d8-4aa1-bb17-f6691c080528.webp&w=3840&q=75)
![[LEAD] BOX BUC](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2Fef257a6e-daa6-4ee0-af6a-b6a49a9964b3.webp&w=3840&q=75)







.png&w=3840&q=75)







