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História5 min de leitura

Brasil no Conselho de Segurança da ONU? Conheça a polêmica ligada à Segunda Guerra Mundial

Roosevelt prometeu um assento permanente para o país, mas a Inglaterra e os EUA barraram a possibilidade.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Roosevelt e Getúlio Vargas
Fonte da imagem: Memorial da Democracia

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58s

Durante seu discurso de abertura na Assembleia da ONU, Lula aproveitou para criticar o Conselho de Segurança da organização:

Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel. Em 1946, já na primeira sessão desta Assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez.”

O órgão é um dos mais importantes sendo o único capaz de aprovar o uso da força caso avalie que sanções não consegue solucionar um problema específico.

Como a ONU não possuí um exército, o Conselho pode autorizar a ação de Estados Membro ou solicitar tropas para missões de paz.

No entanto, esse poder raramente é utilizado, já que para isso seria necessária uma aprovação de ao menos 9 dos 15 países membros.

Além disso, existem cinco nações com assentos permanentes no conselho que podem vetar qualquer decisão, sendo elas:

  • EUA;

  • Rússia;

  • China;

  • Inglaterra;

  • França.

O Brasil quase foi um desses países, mas não chegou à posição por conta de mudanças no sistema internacional e pela Guerra Fria

  • Conheça a história da ONU para além do que a mídia costuma mostrar com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:

A promessa americana que nunca foi cumprida

Dividido entre o apoio aos EUA e ao Reich, Vargas chegou a ter encontros diretos com o presidente Franklin Delano Roosevelt.

Além do apoio a iniciativas do governo brasileiro e à reorganização de suas Forças Armadas, o americano também ofereceu um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Vargas tinha muito interesse em fazer parte desse grupo seleto, já que o Brasil deixou a Liga das Nações anos antes por não ter um assento permanente no Conselho da Organização.

O país escolheu os aliados. Enviou a FEB para a Europa, forneceu matérias primas em um esforço que custou a vida de aproximadamente 30 mil “soldados da borracha” e abrigou a base aérea mais movimentada do mundo em Natal.

No entanto, não conseguiu seu lugar no Conselho. Mesmo com o apoio americano, a participação foi barrada pela URSS e pela Inglaterra.

Enfraquecido pela guerra, o Reino Unido deixava de ser a potência hegemônica e assistia o poder mundial deixar a Europa.

Ao mesmo tempo, o regime socialista de Stalin tentava aumentar sua importância ao máximo para fazer frente ao poder americano.

Ambos temiam perder espaço para a influência dos EUA com um assento permanente do Brasil, já que viam os dois países como aliados.

Saiba mais sobre a entrada no Brasil na guerra em um especial da Brasil Paralelo com Silvio Navarro. Assista completo abaixo:

Alguns historiadores alegam que a questão também justificaria o Brasil abrir a Assembleia Geral todos os anos.

Isso seria uma espécie de prêmio de consolação, o país teria se tornado o primeiro entre os comuns, recebendo certo destaque.

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