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Mundo•5 min de leitura

Quando diplomatas protestam: entenda por que representantes deixam a ONU durante discursos

Ato durante a fala de Netanyahu na Assembleia Geral das Nações Unidas chamou a atenção do mundo.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Diplomatas deixando a ONU em meio ao discurso de Nethanyahu
Fonte da imagem: Reprodução

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Um dos momentos mais marcantes da Assembleia aconteceu quando o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, começou a falar.

Assim que subiu à tribuna, uma série de delegações de diversos países deixaram a Assembleia como forma de protesto.

Parte dos delegados que escolheram continuar no local começaram a vaiar as palavras do líder israelense.

“Se restarem outros covardes morais que ainda não deixaram esta sala, façam-no agora”, disse ao tomar a palavra.

A AFP teve acesso a uma nota na qual dizia que a delegação palestina pediu que outros países colaborassem com o protesto.

Conheça a história de Netanyahu e a trajetória política de um dos homens mais influentes na história de Israel com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:

Uma tradição antiga

Levantar durante o discurso de um chefe de Estado é uma das principais formas de protesto na Assembleia.

Este ano, além de Netanyahu, outro alvo de protestos foi Donald Trump. Após mencionar Cuba, a delegação do país deixou o espaço.

Os americanos também se retiraram durante o discurso do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Essa forma de protesto é parte de uma longa tradição diplomática que tem origem nos princípios da ONU.

A primeira vez que um diplomata deixou uma discussão na Organização aconteceu em 1946, quando o Conselho de Segurança discutia a retirada de tropas soviéticas do Irã após a Segunda Guerra.

Em meio a debates acalorados, o representante soviético, Andrei Gromyko, abandonou a sessão.

O gesto se popularizaria na Assembléia Geral ao longo da década de 1950. Um dos exemplos mais antigos foi quando a delegação francesa se retirou quando o órgão votou questões ligadas à guerra de independência da Argélia.

No ano seguinte, em 1956, os representantes da Hungria também protestaram da mesma forma contra a repressão soviética ao levante de Budapest.

Em 1964, mais de 40 delegações deixaram o local quando o ministro das relações exteriores da África do Sul começou a defender o apartheid. 

Outro exemplo muito famoso aconteceu em 2010, quando o ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou o governo americano de orquestrar o 11 de setembro.

[VENDA] Carlos Lacerda
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