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Qual o futuro da Direita no Brasil?

Após uma década de ressurgimento, chegada ao poder e queda, é preciso analisar os aprendizados para compreender o futuro deste movimento no Brasil.

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Redação Brasil Paralelo
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Quando reapareceu no cenário nacional, a direita no Brasil se via como um movimento nobre, empreendendo a retomada dos valores altos do país que, assim como a bandeira brasileira, tinham sido largados no chão. Era a promessa do retorno da alta cultura, dos valores civilizacionais e princípios republicanos norteando a política.

Nos longos dez anos de intensa luta que se seguiram até a derrota em 2023, a direita se viu puxada para as trincheiras enlameadas da política real, um campo de batalha onde as formulações idealistas sempre correm o risco de não ter lugar. 

Vendo algumas de suas mais altas aspirações ficarem pelo caminho, vendo-se protagonista do caos e da baderna que antes era associada com o lado inimigo, os conservadores também tiveram que lidar com a incômoda possibilidade de que a direita agora também pudesse ser o povo.

Desconcertado e desmoralizado, o movimento agora parece prender a respiração na antecipação de tempos difíceis, sem saber o que fazer e como fazer.

É compreensível que tempos difíceis causem hesitação e receio. Para não temer as dificuldades pela frente, é necessário lembrar do que está em jogo.

Um fenômeno que parecia antigo, ou até que tinha ficado para trás, no período militar, parece retornar.

O extremo cuidado com a escolha de cada termo usado, a preocupação de estar ferindo susceptibilidades e arriscando represálias desproporcionais por expressar o que acredita. 

No período mais conturbado da Nova República, em que narrativas hostis, desinformação e criminalização de ideias vêm sendo usadas como armas políticas, o liberalismo lembra da importância da defesa da liberdade, e o conservadorismo lembra que o trabalho da busca pela verdade nunca termina.

Agora, com o receio de um período de restrições severas da liberdade de expressão, esse esforço deve ser renovado todos os dias, numa aproximação lenta que requer tenacidade e perseverança. 

Ao abraçar a defesa da verdade, os conservadores nunca devem perder de vista o fato de que, embora a verdade seja difícil de alcançar, sempre é possível chegar mais perto dela, ou mais longe. Sempre é possível errar mais e errar menos.

Refletindo sobre os erros cometidos e as esperanças frustradas, pode se constatar que o caminho é difícil, mas a história ensina que nunca é impossível.

A defesa da democracia começa a assumir matizes que podem parecer estranhamente antidemocráticos a um observador externo. Agora, uma nova época se desenha, em que mais do que nunca se torna crucial definir quais os limites das idéias políticas e de sua expressão na sociedade livre.

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